O BNDES registrou um aumento de 340% nos recursos aprovados para o Amazonas em comparação com a gestão anterior, durante o governo de Jair Bolsonaro. O dado foi apresentado pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Aloizio Mercadante, nesta quinta-feira (10), em Manaus.
A declaração ocorreu durante um encontro com empresários e lideranças do setor produtivo na sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam). Na ocasião, Mercadante apresentou projetos financiados ou apoiados pelo banco nas áreas de saneamento, indústria, infraestrutura, navegação, inovação, conectividade e segurança ambiental.
Segundo o presidente do BNDES, o Amazonas tem papel estratégico para o desenvolvimento da região, especialmente por causa da importância do Polo Industrial de Manaus.
“O Amazonas é um estado fundamental para o desenvolvimento da região. O polo industrial de Manaus é um êxito em termos do volume de investimento, da geração de impostos e de empregos e foi muito importante para a proteção da floresta”, afirmou Mercadante.
BNDES amplia recursos para projetos no Amazonas
Entre os investimentos apresentados está a expansão do saneamento básico em Manaus. O BNDES financia 50% dos investimentos da concessionária Egea em um plano que prevê a implantação de 2.335 quilômetros de redes de coleta e 35 estações de tratamento.
A meta do projeto é alcançar 100% de tratamento do esgoto sanitário na capital amazonense.
No Polo Industrial de Manaus, o grupo Positivo teve R$ 288 milhões aprovados pelo banco para ampliar a capacidade produtiva e atualizar sua estrutura tecnológica.
O grupo Multi também recebeu apoio financeiro para a digitalização de processos e a adoção de tecnologias relacionadas à indústria 4.0.
Já a Novamed, empresa do Grupo EMS, foi contemplada com financiamento para a implantação de um novo centro de pesquisa e desenvolvimento (P&D). A estrutura será voltada à inovação na produção de medicamentos sólidos.
Infraestrutura e navegação recebem investimentos
Na área de infraestrutura aeroportuária, o pacote de reestruturação do Aeroporto Internacional de Manaus e dos terminais de Tabatinga e Tefé soma R$ 1,9 bilhão em investimentos. Desse total, R$ 600 milhões correspondem à participação do BNDES.
Outro projeto destacado durante a reunião envolve a navegação fluvial no Amazonas. São R$ 345 milhões financiados pelo banco para um empreendimento avaliado em R$ 384 milhões.
O projeto prevê a construção de 600 balsas graneleiras e dois empurradores movidos a biocombustível em estaleiros instalados no Amazonas. Conforme o balanço apresentado por Mercadante, 32 balsas já foram entregues.
Segurança e tecnologia no combate a crimes ambientais
Na área ambiental e de segurança pública, o financiamento do BNDES também contempla o Centro de Comando e Controle da Polícia Federal em Manaus.
A estrutura utiliza ferramentas de inteligência artificial e imagens de satélite para auxiliar no combate ao garimpo ilegal e a crimes ambientais.
O banco também apoia projetos de conectividade, com investimentos em internet e laboratórios de informática destinados a mais de 250 escolas públicas.
Fieam apresenta projeto para terceiro barco-escola
Durante o encontro, a Fieam apresentou ao BNDES um pedido de financiamento para a construção do terceiro barco-escola Samaúma, do Senai.
A embarcação será destinada à formação profissional e ao incentivo ao empreendedorismo em comunidades ribeirinhas do Amazonas.
O projeto busca ampliar o acesso à qualificação profissional em localidades atendidas por meio da estrutura itinerante de educação do Senai.
Oficina de crédito será realizada na Fieam
Mercadante e o presidente da Fieam, Antônio Silva, também acertaram a realização, ainda em 2026, do programa “BNDES mais perto de você” na sede da entidade.
A iniciativa terá uma oficina de crédito com duração de 24 horas e será voltada a micro, pequenas e médias empresas.
Segundo Mercadante, a proposta é aproximar o banco do setor produtivo e ampliar o acesso das empresas às linhas de financiamento.
“Nós vamos fazer uma oficina de crédito com micro, pequena e média empresa. Nós vamos trabalhar aqui 24 horas numa oficina de crédito para poder melhorar ainda mais as ofertas de crédito”, disse o presidente do BNDES.


