A fumaça voltou a encobrir Manaus na manhã desta quarta-feira (9), pelo segundo dia consecutivo, e provocou piora na qualidade do ar em diferentes pontos da capital. Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apontaram concentração de partículas de até 67,9 µg/m³ no sensor instalado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), índice classificado como ruim.
De acordo com os parâmetros utilizados pelo sistema, a qualidade do ar é considerada boa quando a concentração de partículas fica entre 0 e 25 µg/m³.
Fumaça é relacionada a queimadas na Região Metropolitana
Segundo o pesquisador Rodrigo Augusto Ferreira de Souza, da UEA, a presença de fumaça registrada em Manaus está fortemente relacionada às queimadas ocorridas na Região Metropolitana da capital.
Na Zona Oeste, o sensor instalado no Tarumã registrou 30,1 µg/m³, nível considerado moderado. Na região central de Manaus, a concentração chegou a 53,9 µg/m³.
Os índices também apresentaram elevação em municípios da Região Metropolitana.
Durante a madrugada, a concentração de partículas alcançou níveis ainda mais altos em alguns pontos de Manaus. Por volta das 5h48, sensores chegaram a registrar até 118 µg/m³.
Fumaça volta a aparecer em Manaus
A presença de fumaça já havia sido percebida na capital na manhã de terça-feira (8). Na ocasião, a qualidade do ar chegou a ser classificada como moderada, enquanto moradores de diferentes bairros relataram cheiro de fumaça.
A situação voltou a se intensificar nesta quarta-feira, com registros de concentração de partículas acima do nível considerado adequado em diversos pontos da cidade.
Qualidade do ar piora na Região Metropolitana
Em Iranduba, a qualidade do ar era considerada muito ruim. Por volta das 7h40, o sensor instalado no município registrava 83 µg/m³. A piora ocorre após o incêndio registrado no lixão da cidade.
No mesmo horário, Autazes apresentava concentração de 78,4 µg/m³. Em Manacapuru, o índice chegou a 46,1 µg/m³, enquanto Manaquiri registrava 39,9 µg/m³.
Os quatro municípios apresentavam concentrações de partículas acima da faixa considerada boa.
Os dados do Selva são utilizados para acompanhar a qualidade do ar em Manaus e em municípios do Amazonas, permitindo identificar alterações na concentração de partículas e os períodos de maior presença de fumaça.


