Fraudes exploram os nomes do Minha Casa, Minha Vida e do extinto Desenrola Brasil com promessas de aprovação, descontos e liberação de recursos.
Promessas de descontos vantajosos, aprovação facilitada de financiamento e liberação rápida de recursos estão sendo usadas por golpistas para atrair pessoas interessadas em programas governamentais. Entre os nomes explorados nas fraudes estão o Minha Casa, Minha Vida e o Desenrola Brasil, que terminou em 31 de agosto.
O alerta faz parte da campanha “Tem Cara de Golpe”, da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), que chama atenção para falsos comunicados, plataformas e aplicativos criados para imitar serviços oficiais e convencer as vítimas a fornecer dados ou realizar pagamentos.
A estratégia dos criminosos se apoia na aparência de legitimidade. Mensagens podem reproduzir elementos associados ao governo federal e apresentar supostas oportunidades com prazo curto para adesão, aumentando a pressão sobre quem recebe o contato.
Desenrola Brasil continua sendo usado em fraudes
Mesmo após o encerramento do programa, o nome do Desenrola Brasil permanece sendo utilizado em golpes voltados a pessoas que buscam renegociar dívidas.
Segundo a ABBC, os criminosos criam páginas e aplicativos falsos que imitam ambientes do governo e apresentam condições de renegociação mais atrativas. A vítima é levada a efetuar um pagamento acreditando que o valor será destinado aos credores, o que não ocorre.
O programa havia sido recriado em um contexto de alto endividamento e comprometimento de renda dos brasileiros.
Para o CEO da ABBC, Leandro Vilain, esse tipo de fraude explora diretamente a expectativa de quem tenta reorganizar a vida financeira.
“Os criminosos não atacam apenas o sistema financeiro, mas a esperança das pessoas em melhorar de vida ou limpar o nome por exemplo. Por isso, a informação é o ingrediente mais eficiente contra o crime digital”, explica o CEO da ABBC, Leandro Vilain.
Fraudes com Minha Casa, Minha Vida prometem facilidades
O Minha Casa, Minha Vida também aparece entre os programas usados como chamariz.
Nesse tipo de golpe, criminosos podem prometer um suposto “fura-fila” ou afirmar que conseguem garantir a aprovação de um financiamento mediante pagamento antecipado.
As cobranças podem ocorrer por Pix ou por boletos falsos.
A ABBC reforça que o governo federal e os órgãos públicos não exigem pagamentos antecipados ou transferências para liberar benefícios.
Urgência e links suspeitos exigem atenção
Mensagens que tentam apressar uma decisão estão entre os sinais apontados pela campanha. Uma prática comum é afirmar que a oportunidade termina no mesmo dia, fazendo com que a vítima tenha pouco tempo para verificar as informações.
Outro ponto de atenção são os links enviados junto com essas mensagens. A orientação é conferir se o endereço eletrônico pertence realmente ao governo federal. Os canais oficiais utilizam o domínio “.gov.br”.
Antes de preencher formulários, compartilhar informações pessoais ou sensíveis ou realizar pagamentos, a recomendação é confirmar a autenticidade da página.
A ABBC também orienta a desconsiderar mensagens recebidas diretamente pelo WhatsApp de pessoas que se apresentam como atendentes.
Na dúvida, a campanha recomenda não clicar. A alternativa é acessar diretamente o portal Gov.br ou procurar atendimento em postos do Centro de Referência da Assistência Social (Cras), conforme o assunto.
Quem já tiver sido vítima deve entrar em contato imediatamente com a instituição financeira e registrar um Boletim de Ocorrência.
Campanha reúne guia contra golpes financeiros
A campanha “Tem Cara de Golpe” existe há dois anos e mantém um guia interativo com orientações sobre diferentes tipos de fraude.
Entre os golpes abordados está o Golpe do Falso Motoboy.
De acordo com a campanha, mais de sete milhões de brasileiros foram vítimas de golpes financeiros no último ano.


