A investigação aponta que o suspeito armazenava e compartilhava arquivos com imagens e vídeos de abuso sexual de crianças e adolescentes. A ação faz parte da Operação Amparo.
A Polícia Federal prendeu um homem investigado por crimes ligados à exploração sexual de crianças e adolescentes na internet durante a Operação Amparo, deflagrada nesta quinta-feira (6), no Amazonas. Além da prisão preventiva, os agentes também cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do suspeito.
Segundo a corporação, a investigação apura o armazenamento e a divulgação de material de abuso sexual infantojuvenil em plataformas digitais. As diligências fazem parte de um trabalho voltado ao combate à exploração sexual de crianças e adolescentes no ambiente virtual.
Investigação teve origem em relatórios internacionais
As apurações começaram após a análise de relatórios encaminhados pelo National Center for Missing and Exploited Children (NCMEC), organização que atua na identificação e no combate à exploração sexual infantil em diversos países.
Os documentos foram examinados no âmbito do chamado Caso Rapina e apontaram movimentações associadas a contas utilizadas em redes sociais. A partir dessas informações, os investigadores identificaram indícios da prática criminosa vinculados aos perfis analisados.
De acordo com a Polícia Federal, também foram encontrados elementos que indicam a aquisição e o armazenamento de imagens e vídeos ilícitos supostamente relacionados ao investigado ao longo do período entre 2018 e 2026.
Mandados foram cumpridos durante a Operação Amparo
Com base nas evidências reunidas ao longo da investigação, a Justiça autorizou o cumprimento de um mandado de prisão preventiva e outro de busca e apreensão, ambos executados na casa do suspeito.
A Operação Amparo integra as ações da Polícia Federal para combater crimes de exploração sexual infantojuvenil praticados por meio da internet e identificar pessoas envolvidas na produção, armazenamento e compartilhamento desse tipo de conteúdo.
Polícia Federal reforça orientações para prevenção
A Polícia Federal ressaltou que, embora o termo “pornografia” ainda conste no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), organismos internacionais utilizam preferencialmente as expressões “abuso sexual de crianças e adolescentes” e “violência sexual contra crianças e adolescentes”, por refletirem de forma mais precisa a gravidade desses crimes.
A instituição também orienta pais e responsáveis a acompanharem a rotina digital de crianças e adolescentes, mantendo diálogo sobre segurança na internet e incentivando que qualquer situação suspeita seja comunicada imediatamente às autoridades ou aos responsáveis.


