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No AM, 43 candidatos com menos de 100 votos receberam R$ 900 mil

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Dos 62 candidatos e candidatas à Assembleia Legislativa do Amazonas que obtiveram menos de 100 votos no último domingo (2), 43 receberam o montante de R$ 902 mil do fundo eleitoral, dinheiro público que abastece a campanha eleitoral. O voto mais “caro” entre os postulantes com baixa votação custou R$ 1 mil.

Quinze candidatos desse grupo trabalharam sem recursos do fundo eleitoral e quatro ainda não declararam quanto gastaram. Eles têm até o dia 1 de novembro para prestar contas.

Os que receberam dinheiro público para a campanha declararam despesas que vão de R$ 496 a R$ 90,7 mil, conforme o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O custo de voto – divisão do valor do fundo eleitoral recebido pelo candidato sobre o total de votos obtidos por ele – aponta que os cinco votos mais caros entre os candidatos com pouca adesão foram para mulheres do MDB.

A candidata Maria do Perpétuo Socorro Cardoso Almeida, mais conhecida como Socorro do Café (MDB), lidera o ranking. Ela recebeu R$ 90,7 mil do fundo eleitoral e obteve apenas 88 votos. Cada voto custou R$ 1.030,68.

De acordo com o TSE, a candidata recebeu R$ 60 mil na conta referente a transferências bancárias feitas pelo diretório nacional do partido. Os R$ 30,7 mil entraram na conta como serviços de contabilidade (R$ 3,1 mil), publicidade (R$ 12,6 mil) e locação de estúdio (R$ 15 mil, pagos diretamente pela executiva estadual do partido.

O segundo voto mais caro foram os da candidata Antônia Almeida de Souza, a Toinha (MDB). Ela obteve R$ 69,4 mil do fundo eleitoral e recebeu apenas 82 votos. Cada voto custou R$ 847.

Na prestação de contas, Toinha informou que recebeu R$ 40 mil na conta via transferência da direção nacional do partido. Os serviços relacionados à campanha pagos pela executiva estadual custaram R$ 29,4 mil (contábeis: R$ 1,8 mil; produtora R$12,6 mil; e locação de estúdio: R$ 15 mil).

A candidata Auricélia Pinho (MDB) teve o terceiro voto mais caro: R$ 820. Com apenas 68 votos nas urnas, ela declarou ter usado R$ 55,7 mil de dinheiro público. A candidata recebeu R$ 25 mil em transferências bancárias do partido, e a legenda informou ter gasto R$ 30,7 mil com os serviços de campanha eleitoral.

O quarto voto mais caro foi para candidata Maria do Rosário Beltrão Coelho, a Rosa do Mistura Fina (MDB): R$ 796. Ela usou R$ 55,7 mil de dinheiro público e recebeu apenas 70 votos.

Rosa declarou à justiça que recebeu R$ 25 mil na conta e que R$ 30,7 mil foram referentes aos gastos de campanha do partido com contabilidade e propaganda.

Zenita Castro (MDB) recebeu R$ 50,7 mil do fundo eleitoral e obteve 67 votos. Cada voto custou R$ 757, o quinto no ranking. Na prestação de contas dela consta que ela recebeu transferências de R$ 20 mil e que o partido declarou ter gasto R$ 30,7 mil com a campanha dela.

Para cargos de deputado e deputada estadual do Amazonas, cada partido poderia lançar até 25 candidaturas, sendo que 30% destinado a cota de gênero. O MDB lançou 17 homens e oito mulheres. Apenas três mulheres conseguiram obter mais de 100 votos: Amanda Alves (734), Jaiane Silva (428 votos) e Gracila Andrade (167 votos).

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