HomePoder“Coronavírus no Amazonas é mais que segunda onda, é um tsunami”

“Coronavírus no Amazonas é mais que segunda onda, é um tsunami”

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Com a autoridade de quem está na linha de frente contra o coronavírus (covid-19) 24 horas por dia, os médicos Luís Alberto Nicolau (Beto)  e Daniel Fonseca manifestaram neste sábado (9) extrema preocupação com o cenário da doença no Amazonas.

“É muito mais do que uma segunda onda, é um tsunami”. É assim que Nicolau, que preside o grupo Samel, resume a situação.

Conforme sua avaliação, esta foi a semana mais difícil na história da empresa de hospitais e prontos-socorros que na pandemia recuperou milhares de doentes. A criação e utilização do método de ventilação não invasiva, com a cápsula Vanessa, deu à Samel alto reconhecimento de sucesso contra o coronavírus.

“Quebramos todos os recordes de número de internações e atendimentos nos prontos-socorros. E isso nos deixa extremamente preocupados porque nossos médicos e enfermeiros chegam a trabalhar dois dias diretos, de plantão, para salvar o máximo de vidas possível”, revelou Beto Nicolau.

Segundo o controle do Governo do Estado, até este dia 9, havia 1.920 pacientes hospitalizados. Desses, 540 estavam em leitos de UTI. Conforme boletim diário, novas 1.856 pessoas foram diagnosticadas com a doença nas últimas 24 horas.

Também informa o governo que 43 pessoas morreram infectadas pelo coronavírus das 10h de sexta às 10h deste sábado. O Amazonas, assim, chegou a 5.669 mortos, oficialmente.

Demanda por UTI

Ao seu lado nessa guerra pela vida, o diretor clínico da empresa, Daniel Fonseca, destaca a atuação dos profissionais de saúde. “Parabéns por não desistirem, mesmo estando no limite, com exaustão física e mental˜.

E reforça a preocupação do seu presidente ao afirmar que nunca viveu momento assim na profissão. Nem mesmo quando era o único de plantão na emergência do pronto-socorro 28 de Agosto, quando a unidade pública era principal porta de entrada para vítimas de acidentes e crimes em Manaus.

“Achávamos que a primeira fase da pandemia era uma situação que não teríamos condições de passar, mas, desta vez, é muito pior”, afirmou.

Fonseca revelou que a dada dia aumenta a quantidade de pacientes que procuram a Samel necessitando de atendimento imediato de UTI. Isso é, para ele, um sinal do quanto o coronavírus vem atacando com maior gravidade.

Vírus mais letal

De acordo com Fonseca, no primeiro pico da doença, o período médio de internação era de quatro dias. Hoje é necessário mais dias para a alta do paciente. Por ainda não ter dados científicos, ele disse que não pode afirmar, mas tem séria desconfiança de que a cepa (variante) do vírus hoje é diferente, mais forte.

“Pessoas têm chegado com o pulmão extremamente comprometido e a capacidade de se regenerar esse pulmão é mais morosa”.

Em síntese, os profissionais da Samel recomendam que a população mantenha a precaução sanitária contra o coronavírus. Principalmente, evitar aglomeração e usar máscara.

Leia mais:
Estado assume hospital privado para enfrentar segunda onda da covid
AM mantém insumos de intubação para unidades de saúde
Com Nilton Lins, AM vai abrir mais 103 leitos para Covid-19

Informações.

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