O governador e candidato à reeleição, Roberto Cidade (União Progressista), apresentou, durante entrevista concedida nesta quarta-feira (16), propostas para ampliar as políticas de proteção social no Amazonas. Entre as medidas citadas está a elevação do Auxílio Estadual de R$ 150 para R$ 250 mensais a partir de 2027, mantendo o atendimento a cerca de 300 mil famílias.
Durante a entrevista, Cidade afirmou que a proteção às pessoas em situação de vulnerabilidade estará entre as prioridades de um eventual novo mandato. “No nosso governo, nenhum amazonense será invisível”, declarou.
A proposta de reajuste do benefício integra o plano de governo registrado pela candidatura e prevê validade para o período de 2027 a 2030.
Auxílio Estadual poderá chegar a R$ 500 para famílias atípicas
Além do aumento do benefício geral, Roberto Cidade também voltou a defender um valor diferenciado para famílias atípicas.
Segundo a proposta apresentada pelo candidato, mães e pais de pessoas com deficiência que já estejam entre os beneficiários do programa poderão receber R$ 500 mensais.
Cidade afirmou que a ampliação seria financiada por uma reorganização do orçamento estadual, incluindo revisão de despesas, licitações e contratos e definição de prioridades para as políticas públicas.
A proposta de elevar o Auxílio Estadual para R$ 250 e estabelecer o pagamento de R$ 500 para mães e pais atípicos já havia sido apresentada durante a campanha e consta entre os compromissos do plano de governo. Medidas voltadas às famílias atípicas também foram apresentadas em encontros recentes com instituições sociais.
Programa movimentou R$ 270 milhões no primeiro semestre
Além da função de transferência de renda, o Auxílio Estadual também tem impacto na economia dos municípios, segundo dados divulgados pelo Governo do Amazonas.
De acordo com os números apresentados, o programa atende aproximadamente 300 mil famílias e movimentou R$ 270 milhões somente nos primeiros seis meses de 2026. Desde a criação do benefício, os pagamentos acumulados ultrapassaram R$ 2 bilhões.
Na entrevista, Cidade relacionou a política de transferência de renda à geração de emprego e renda. Segundo ele, a estratégia para reduzir a pobreza deve combinar a manutenção da assistência às famílias em situação de vulnerabilidade com a ampliação das oportunidades de trabalho.
Nesse contexto, o candidato citou a Zona Franca de Manaus (ZFM) e a criação de novas matrizes econômicas como mecanismos para ampliar as oportunidades no estado.
Famílias atípicas também estão entre as propostas
A proposta de benefício de R$ 500 faz parte de um conjunto mais amplo de medidas voltadas às pessoas com deficiência, pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias.
Entre as iniciativas mencionadas por Cidade está a construção de um Centro de Referência para Crianças Atípicas, TEA e PCD, em Manaus. Segundo o candidato, o projeto terá 8 mil metros quadrados de área construída e 22 mil metros quadrados de área territorial.
A criação de estruturas especializadas para atendimento de pessoas com TEA também já havia sido anunciada anteriormente pela campanha, incluindo a previsão de um centro de referência em Manaus.
As propostas apresentadas ainda incluem medidas como a criação de uma Casa Mãe Atípica, uma estrutura específica para coordenar políticas públicas relacionadas ao TEA e a ampliação de serviços especializados.
Saúde, educação e emprego também são citados
Ao comentar as prioridades para um eventual novo mandato, Roberto Cidade afirmou que a agenda social deverá estar associada a investimentos em outras áreas.
Além da ampliação do Auxílio Estadual, ele citou saúde, educação, segurança, infraestrutura e geração de emprego e renda entre os setores que pretende priorizar.
Ao final da entrevista, o candidato voltou a destacar a proposta de colocar a população em situação de vulnerabilidade no centro das políticas públicas.
“Entrei para a vida pública para servir, para cuidar da nossa gente, para fazer as entregas que o nosso povo merece”, afirmou.


