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Servidor do Inpa se diz perseguido após protesto

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Um ato em prol do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), realizado no início deste mês, teria motivado a transferência de um servidor de mais de 27 anos de carreira da instituição. A denúncia foi feita pelo Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Amazonas (Sindsep-AM) e diz que o servidor Jorge Luiz Ramos Lobato sofreu perseguição política e assédio moral por parte da atual gestora do Inpa. O profissional foi remanejado para o Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor (SIASS), mas, segundo a denúncia, o novo cargo nada tem a ver com o perfil e histórico profissional do trabalhador.

A transferência de Jorge Luiz, que também é secretário de administração do Sindsep-AM, foi comunicada no dia 12 de setembro, por meio de uma portaria, e não traz nenhum justificativa para o remanejamento ocorrido. “Nossa assessoria jurídica está estudando a melhor medida a ser tomada e com certeza iremos questionar essa decisão, pois o Lobato foi eleito para o sindicato pela base do Inpa e não pode ser transferido para outro órgão que nada tem a ver com sua representatividade. A nós está claro que se trata de uma retaliação ao servidor por ter exercido seu democrático direito à livre manifestação em defesa do que acredita ser o melhor para o órgão”, argumenta Walter Matos, secretário-geral do Sindsep-AM.

O ato em defesa do Inpa ocorreu no dia 4 de setembro, reunindo mais de 500 pessoas, entre servidores de carreira, pesquisadores e estudantes da instituição. O objetivo foi de protestar contra os recentes cortes do governo federal em relação ao sistema de suporte à ciência e tecnologia e às pesquisas socioambientais. A manifestação foi convocada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Amazonas (Sindsep-AM).

Ainda conforme Walter Matos, a avaliação é de que o ato tem a intenção de calar a voz do servidor, que sempre foi atuante e combativo no que diz respeito á defesa do Inpa e dos direitos de seus servidores. A direção do sindicato informou que já levou o fato ao conhecimento da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), a qual também , segundo eles, já está tomando as medidas cabíveis para a reversão do ato administrativo.

A reportagem do Portal Projeta tentou contato com a atual gestão do Inpa por e-mail, conforme orientação da assessoria de comunicação, mas até o fechamento desta matéria, não obteve retorno.

Por Cíntia Ferreira, do Portal Projeta

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