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Pazuello é contra a reivindicação de trabalhadores da saúde por aumento

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O Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, se posicionou contra a reivindicação de trabalhadores da saúde por reposição salarial neste momento de pandemia, durante evento na manhã desta segunda-feira, 11, em Manaus. Ele disse que o momento é dos profissionais de saúde, mas não é um momento de reivindicações.

“Hoje, a guerra é o combate ao novo coronavírus. E os profissionais da área de saúde são o foco das atenções. Nós precisamos reverenciar o pessoal que está trabalhando. E precisamos trazer de volta o pessoal que cansou. E eu faço agora aqui um apelo… Com certeza nós temos pessoas que representam classes aqui, conselhos. O momento agora não é de reivindicações. O momento agora não é de abono salarial. O momento agora é de salvar vidas”, disse.

De acordo com Pazuello, “a discussão não pode ser quanto eu ganho, quanto eu vou ganhar, eu tô esperando o meu aumento há seis anos. Esse não é o momento, hem. Esse não é o momento, senão fica parecendo uma extorsão”, completou.

O ministro pediu calma aos profissionais de saúde e disse que este não é momento para reivindicações pessoais. “Então, vamos com calma. Calma com suas reivindicações pessoais. Existem várias frases de estadistas, que não vou traduzir aqui, mas pessoal, é o que que nós podemos fazer pra resolver o problema hoje. Essa é a nossa frase”, disse Pazuello.

O Sindagente-AM (Sindicato dos Trabalhadores em Controle e Combate de Endemias no Amazonas) divulgou nota em repúdio ao posicionamento do ministro.

“Contudo, externamos nosso total repúdio às inoportunas, vergonhosas e levianas palavras, do senhor ministro da Saúde, general de Intendência Eduardo Pazuello, ao denominar as reposições e reajustes salariais desses verdadeiros heróis, como ‘uma verdadeira extorsão’”, diz a nota.

O sindicato elogia e parabeniza os profissionais de saúde do Amazona e diz que, mesmo exercendo suas atividades sem as condições adequadas de trabalho, diante de uma excessiva carga de trabalho e com um acumulo de perdas salariais e sem o devido reconhecimento e valorização profissional, estão exercendo excepcional trabalho de combate pandemia.

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