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Manauaras gastam em média 41 minutos de deslocamento ao trabalho, diz pesquisa 

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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou uma pesquisa, com base em dados de 2019, que demonstrou que o tempo médio de deslocamento entre casa e trabalho na cidade de Manaus é de 41 minutos. No ranking das 20 maiores cidades do país, a capital amazonense ocupa a 14ª posição em mobilidade urbana. O Projeto Acesso a Oportunidades faz um retrato das desigualdades de acesso a oportunidades nas maiores cidades brasileiras no ano de 2019, com estimativas de acesso a empregos, serviços de saúde e educação. 

Nesta edição, o estudo do Ipea incluiu estimativas de acessibilidade por modos de transporte ativo (a pé e de bicicleta) para as vinte maiores cidades do país, e por transporte público para sete grandes cidades. A pesquisa avaliou como as desigualdades sociais e espaciais afetam o acesso a oportunidades nas cidades brasileiras. Foi medida a facilidade com que as pessoas de diferentes áreas das cidades, níveis de renda e cor/raça conseguem acessar as oportunidades de empregos formais, escolas públicas e serviços de saúde prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Em Manaus, o estudo demonstrou que a média do tempo mínimo de viagem por bicicleta até a escola mais próxima de casa para pobres e ricos é quase a mesma, ficando entre 5 e 10 minutos. Entretanto, a razão entre o número de empregos acessíveis a pé em até 30 minutos pela população de alta e baixa renda mostra uma desigualdade em Manaus. No caso, o quociente igual a 1 significa que ambas as classes têm as mesmas oportunidades. Na capital do Amazonas o número se aproxima de 3, o que indica que os mais ricos possuem uma quantidade maior de empregos disponíveis próximos de suas residências. Manaus ocupa a 16ª colocação neste ponto avaliado. 

Ainda, de acordo com o Ipea, em todas as 20 maiores cidades do Brasil há um nível maior de acessibilidade nas áreas urbanas centrais e consolidadas, e presença mais marcada de falta de oportunidades nas regiões de periferia urbana, com níveis de acesso significativamente mais baixos. É possível também analisar as desigualdades entre a população branca e negra (pardos + pretos) calculando-se o quociente entre a acessibilidade destes dois grupos. Em Manaus, a razão entre o número de unidades de saúde de alta complexidade acessíveis a pé em até 60 minutos pelas populações branca e negra fica entre 1 e 1,5. Embora ocupe a 15ª posição no ranking, o resultado mostra que em Manaus o acesso aos hospitais ainda é mais facilitado à população branca.

A pesquisa do Ipea pode ser acessada na íntegra no link http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/TDs/td_2535_web.pdf

Por Cíntia Ferreira, do Portal Projeta*
*Com informações do Amazonas Atual

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