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Lula diz que privatização da Eletrobrás deixará conta de luz mais cara

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Em discurso no início do mês, na ocupação Vila Soma, em Sumaré (SP), o ex-presidente disse que iria lutar contra as privatizações da Eletrobrás, Correios e Banco do Brasil

ex-presidente Lula se manifestou sobre a decisão, nesta quarta-feira (18), dos ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) que autorizaram o governo Bolsonaro a continuar capitalização da Eletrobrás, processo pelo qual deixará de ser acionista majoritária. Na opinião dele, a venda da empresa vai deixar as contas de luz dos brasileiros mais caras.

“Sem uma Eletrobrás pública, o Brasil perde boa parte da sua soberania e segurança energética. As contas de luz devem ficar ainda mais caras. Só que quem não sabe governar tenta vender empresas estratégicas, ainda mais correndo para vender em liquidação. #LuzParaPoucos”, postou o pré-candidato à Presidência da República no Twitter.

Em discurso no início do mês, na ocupação Vila Soma, em Sumaré (SP), o ex-presidente disse que iria lutar contra as privatizações da Eletrobrás, Correios e Banco do Brasil.

“Nós vamos brigar, vamos tentar evitar que os Correios sejam privatizados, vamos evitar que a Eletrobrás seja privatizada, que o Banco do Brasil seja privatizado. Vamos recuperar a Petrobras para o povo brasileiro”, discursou na ocasião.

A ex-presidente Dilma Rousseff foi taxativa: “Ao privatizar a Eletrobrás, o Brasil abdica de sua soberania, perde competitividade, diminui o potencial de geração de energia renovável e penaliza todos os consumidores.”

Irregularidades

Num processo com supostas irregularidades, o TCU aprovou, por 7 votos contra 1, o andamento do processo de privatização da Eletrobrás. Apenas o ministro Vital do Rêgo votou pela suspensão do julgamento.

O ministro apontou novamente irregularidades no procedimento como a falta de transparência, erros nos cálculos do valor da empresa, valoração de Itaipu e dividendos ligados à Eletronuclear.

Rêgo chegou a pedir a suspensão do processo até o tribunal concluir uma fiscalização sobre dívidas judiciais da companhia, que poderiam causar uma subavaliação da estatal, mas o pedido foi negado.

Para deixar de ser controlador da empresa, o governo Bolsonaro calcula receber R$ 67 bilhões. Vital do Rêgo disse que o valor está subvalorizado.

De acordo com o ministro, o preço da estatal seria ao menos R$ 140 bilhões. “Fizeram um calendário louco para entregar essa Eletrobrás à iniciativa privada”.

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