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Brasil tem 11 zonas mortas, aponta levantamento científico

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As zonas mortas são um fenômeno natural, conhecido como hipóxia, que pode ser ampliado e acelerado por causa da redução de oxigênio causada pelo depósito de poluentes das cidades, agro e das atividades marítimas nas regiões hídricas.

Em todo o mundo,  mais de 600 zonas mortas já foram catalogadas nos oceanos e rios. Entre elas, onze estão localizadas no Brasil: Lagoa Rodrigo de Freitas, Baía de Guanabara e Lagoa de Imboassica no Rio de Janeiro; Bacia do Pina, em Pernambuco; Baía de Vitória, no Espírito Santo; Lagoa da Conceição em Santa Catarina; Lagoa dos Patos no Rio Grande do Sul; e nos Rios Brandoas, Guaxindiba, Imbuaçu e Marimbondo, em trechos na região Sudeste.

Os dados iniciais de mapeamento global das zonas mortas foram publicados inicialmente em 2008 por Robert Diaz, pesquisador do Instituto de Ciência Marinha da Virgínia, nos Estados Unidos e Ruter Rosenberg, cientista da Universidade de Gothenburg, na Suécia. A versão atualizada do mapeamento identificou 679 áreas no mundo com registros de zonas mortas, 68% mais que as 405 do estudo de 2008.

Características das Zonas Mortas

As zonas mortas são formadas quando uma quantidade exagerada de nutrientes, especialmente nitrogênio e fósforo, provoca a proliferação de algas, parte delas nociva à fauna aquática e à saúde humana.

Esta carga enorme de nutrientes é introduzida em baías, estuários e lagunas por meio da queima de combustíveis fósseis e do lançamento de esgoto doméstico in natura ou tratado parcialmente, efluentes industriais e fertilizantes oriundos da agricultura. Quando morrem e se depositam no fundo do corpo hídrico, as algas são decompostas por bactérias aeróbicas, que consomem o oxigênio presente na água. A falta de oxigênio pode ser agravada se não há mistura entre águas profundas e superficiais, onde costuma haver mais oxigênio.

Embora seja um fenômeno natural, a hipóxia, aumenta pelo despejo de esgoto não tratado, que contém produtos químicos domésticos e resíduos de medicamentos e drogas; efluentes de indústrias; rejeitos da agropecuária e partículas de poluentes urbanos. Além destes, a mineração subaquática, derramamentos de petróleo e navios que despejam resíduos clandestinamente também originam manchas avistadas por satélite, também contribuem para a aceleração do crescimento de zonas mortas.

 

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