terça-feira, fevereiro 10, 2026
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    Fiocruz alerta para retorno do sorotipo 3 da dengue

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    Recentemente, a cidade de Votuporanga, no interior paulista, registrou quatro casos confirmados de dengue tipo 3, acendendo sinais de alerta sobre a possível reemergência desse sorotipo do vírus. O primeiro caso, identificado em uma mulher de 34 anos, chamou a atenção devido à intensidade dos sintomas clássicos da doença, incluindo febre, vômito, dor, manchas vermelhas na pele, sangramento nasal e pela urina.

    Medidas de bloqueio

    A Secretaria Municipal de Saúde de Votuporanga tomou medidas imediatas de bloqueio, identificando a circulação do sorotipo. Sete casos adicionais foram considerados suspeitos, e as amostras coletadas revelaram que três eram do tipo 3 da dengue, todos em mulheres com idades de 5, 31 e 46 anos. Esses casos estão concentrados em um bairro da zona sul da cidade. Todos os pacientes estão em casa e se recuperando bem.

    Até o momento, a Secretaria de Estado da Saúde afirmou não haver registros deste sorotipo em outros municípios do estado de São Paulo, tampouco óbitos relacionados a esses casos. O governo estadual destacou que monitora a situação epidemiológica conforme seu plano de contingência anual, independente da linhagem do vírus.

    Alerta da Fiocruz sobre o tipo 3 da dengue

    A Fiocruz, que já havia alertado sobre o ressurgimento do sorotipo 3 da dengue em maio deste ano, explica que a infecção por um sorotipo confere imunidade apenas contra o mesmo tipo, aumentando o risco de epidemia quando há baixa imunidade contra um sorotipo específico. O infectologista Kleber Luz, coordenador do Comitê de Arboviroses da Sociedade Brasileira de Infectologia, destaca a importância da vigilância sobre as formas graves da doença, dado que os sintomas da dengue tipo 3 são similares aos dos tipos 1 e 2.

    Entre os sinais de alerta para a dengue estão febre, manchas vermelhas na pele, dor abdominal, vômito persistente e sangramento na gengiva, no nariz ou na urina. Os especialistas enfatizam a necessidade de buscar atendimento médico ao detectar qualquer sintoma e reforçam medidas preventivas conhecidas pela população, como a eliminação de água parada nos quintais para evitar a reprodução do mosquito Aedes aegypti e a colaboração com agentes de saúde na inspeção de possíveis focos do vetor.

     

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