Nível do rio permanece estável há cinco dias na capital amazonense. Em Iquitos, no Peru, o rio voltou a subir e alcançou 79,34 metros.
O nível do rio Negro em Manaus chegou a 16,50 metros e permanece estacionado após aproximadamente quatro meses de vazante. A estabilidade foi registrada entre os últimos dias de outubro e o início de novembro, segundo dados da plataforma Porto de Manaus e da Praticagem dos Rios Ocidentais da Amazônia (Proa).
De acordo com as medições diárias do Porto de Manaus, o rio atingiu a marca de 16,50 metros na sexta-feira (30) e manteve o mesmo nível desde então. Os registros também apontam que, a partir de sábado (31), o Negro deixou de apresentar variação na descida, contabilizando zero centímetro de vazante. Com isso, o nível permaneceu estável por cinco dias consecutivos.
Rio Negro registra primeira estabilidade do ano em Manaus
Os dados da Proa indicam que o período de vazante começou em 3 de julho deste ano, quando o rio Negro registrou a primeira descida e marcou 28,49 metros. Desde então, o nível apresentou redução contínua, acompanhando o comportamento da vazante nas diferentes calhas dos rios da região amazônica.
Ainda conforme a plataforma Porto de Manaus, esta é a primeira vez em 2026 que o rio Negro apresenta um período de estabilidade no nível registrado na capital amazonense.
A interrupção da descida ocorre após meses de redução no volume das águas, período que acompanha o ciclo hidrológico dos rios da região. A manutenção da marca de 16,50 metros indica uma pausa na vazante, mas não significa, necessariamente, que o processo de subida já tenha começado em Manaus.
Rio Amazonas volta a subir em Iquitos, no Peru
Enquanto o nível do rio Negro permanece estável em Manaus, os registros na região de Iquitos, no Peru, apontam uma nova elevação das águas. Após o rio Amazonas apresentar um repiquete, quando ocorre uma subida temporária do nível depois de um período de descida, a medição chegou a 79,29 metros.
Nesta terça-feira (3), o nível voltou a subir e alcançou 79,34 metros, conforme os dados apresentados no levantamento. O comportamento indica uma nova elevação na cabeceira do rio, na região peruana.
As medições em Manaus e Iquitos mostram comportamentos distintos neste início de novembro, com estabilidade na capital amazonense e retomada da subida das águas na região peruana.


