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O candidato indígena mais jovem do Brasil é do Acre

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Junior Manchineri,  indígena do povo Manchineri, acreano do pé rachado, tem  21  anos, é acadêmico de Ciências Sociais pela Universidade Federal do Acre (UFAC) e é o caçula da família Manchineri. Junior terá sua candidatura homologada hoje sexta-feira (05 de Agosto), às 17h (horário do Acre), na convenção da Federação Brasil da Esperança, que reúne Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Verde (PV) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

Juninho como é chamado por seus amigos e familiares, possui em seu DNA a participação política e social. Isso porque é filho de Elcio Severino da Silva Manchineri e Maria das Graças Costa Silva, que se conheceram no dia do enterro do militante Chico Mendes, assassinado por lutar pelo direito da floresta em pé. A união das lutas por direitos indígenas e direitos socioambientais gerou uma família envolvida na política acreana, seus avós paternos Zé Urias Manchineri e Maria Manchineri lutaram pela demarcação da Terra Indígena Mamoadate, localizada entre os municípios de Assis Brasil e Sena Madureira no estado do Acre, foi identificada em 1977, demarcada em 1986 e homologada em 1991; seus avôs maternos Expedito Ferreira da Costa e Adalgisa Pinto da Costa, naturais de Boca do Acre (AM) saíram do seringal para dar oportunidade de estudos para seus filhos na capital do Acre.

Hoje (5 de agosto) é um dia histórico, pois a candidatura do indígena mais jovem do Brasil reúne em sua plataforma de sonhos para o Acre as mais diversas representações sociais e coletivas do estado. “Somos coletivos e diversos, em um estado Amazônico que possui indígenas, população negra, ribeirinhas, extrativistas, lgbtqia +, religiões de matriz africana, comunidade ayahuasqueira, católicos, evangélicos progressistas, movimento socioambiental, artistas, mulheres, professores e povos indígenas”, afirma Junior.

Com a conjuntura na qual se encontram os direitos dos povos indígenas é de extrema urgência que estes povos ocupem cada vez mais espaços de decisão das políticas públicas, o Brasil tem vivenciado o aumento da extrema pobreza, são 33,1 milhões de pessoas que não possuem o que comer, segundo Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil. É um Brasil de miséria, vemos constantemente crianças nos sinais pedindo ajuda para conseguir um prato de comida para suas famílias, cada vez mais pessoas sem oportunidade de uma renda e em contrapartida, o estado é omisso  ao aumento do preço dos alimentos, o aumento do gás de cozinha e o desemprego em alta.

Para disputar com os detentores de poder aquisitivo do Acre que entendem a política como ganho e não como instrumento de mudança social, foi preciso reunir sonhos dos acreanos e identificar o que os mais vulneráveis necessitam. Ter uma diversidade de movimentos em torno de uma candidatura que abraça e acolhe a pluralidade não é desafio, é oportunidade. Quando a política se torna plural ela avança. Por isso, a candidatura popular propõe uma plataforma de sonhos compartilhados com a pluralidade que o estado do Acre possui.

A candidatura popular e plural de Júnior Manchineri mostrará à população que reúne diversas expressões e movimentos sociais que podem trazer a esperança de um Acre melhor, consequentemente podendo transformar a velha política.

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Com informações da Assessoria*

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