HomePoderMoraes suspende redução do IPI para produtos da Zona Franca

Moraes suspende redução do IPI para produtos da Zona Franca

Publicado em

Ministro do STF acolheu pedido do Solidariedade, que argumentou que a redução do imposto para todo o país afeta a competitividade de Manaus. Moraes citou papel da Zona Franca para a preservação ambiental.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal Federal (STF), suspendeu a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para produtos de todo o país que também são produzidos pela Zona Franca de Manaus. A decisão do ministro é cautelar (provisória).

O ministro suspendeu, exclusivamente com relação aos itens da Zona Franca, decretos do governo federal que reduziram o IPI.

Moraes acolheu pedido do partido Solidariedade. A sigla argumentou que reduzir o IPI para produtos de todo o país que concorrem com o da Zona Franca reduz a vantagem dos artigos de Manaus, que já contam com desoneração. Isso, segundo o Solidariedade, afeta o desenvolvimento da região e a preservação ambiental.

A Zona Franca de Manaus reúne indústrias de diversos tipos de produtos. São fabricados na região eletrodomésticos, veículos, motocicletas, bicicletas, TVs, celulares, aparelhos de ar-condicionado, equipamentos de ginástica e computadores, por exemplo.

O corte adicional de IPI, agora suspenso por Moraes, beneficiava empresas externas à Zona Franca de Manaus em setores que concorrem com a produção da região, como calçados, tecidos, artigos de metalurgia, aparelhos de TV e de som, armas, móveis, brinquedos e máquinas.

O governo do Amazonas também é contra os decretos de redução do IPI assinados pelo governo federal e vinha tentando costurar um acordo com o Palácio do Planalto para evitar a medida.

O governo federal busca, com a redução do IPI, dar fôlego para a indústria e estimular a economia, que sofre com baixo crescimento, inflação e desemprego.

Pelos decretos, alguns produtos tiveram redução de 25% no IPI e outros chegam a 35%.

Na semana passada, quando publicou o mais recente dos decretos, o governo federal argumentou que 76% dos produtos da Zona Franca haviam ficado de fora. Mas isso não satisfez o setor produtivo amazonense.

“A região amazônica possui peculiaridades socioeconômicas que impõem ao legislador conferir tratamento especial aos insumos advindos dessa parte do território nacional”, escreveu Moraes na decisão.

“A redução de alíquotas nos moldes previstos pelos Decretos impugnados, sem a existência de medidas compensatórias à produção na Zona Franca de Manaus, reduz drasticamente a vantagem comparativa do polo, ameaçando, assim, a própria persistência desse modelo econômico diferenciado constitucionalmente protegido”, completou o ministro.

Moraes pediu informações ao presidente da República e manifestação do Advogado-Geral da União e do Procurador-Geral da República. A decisão provisória deve passar pelo referendo do plenário da Corte.

Leia mais:
Governo do AM ingressa com nova ação em defesa da ZF no STF
Wilson Lima aciona STF para defender empregos do polo de concentrados
Wilson Lima: Zona Franca dá resultados positivos para o Brasil

Mais informações.

Últimos Artigos

Manaus confirma Maratona Internacional 2027 em formato inédito de dois dias

Com corridas distribuídas entre sábado e domingo de Páscoa, evento amplia opções de percursos...

Operação da PCDF desarticula grupo extremista que articulava ataques em Brasília

Ações coordenadas a partir de redes sociais visavam prédios públicos da capital federal no...

CNJ aprova o fim da aposentadoria compulsória para juízes

Magistrados punidos por infrações graves não contarão mais com a aposentadoria compulsória mantida pelo...

Medida provisória injeta recursos em fundos de crédito e habitação

Governo federal renova regras dos programas Novo Desenrola Brasil e Minha Casa, Minha Vida...

Mais artigos como este

Manaus confirma Maratona Internacional 2027 em formato inédito de dois dias

Com corridas distribuídas entre sábado e domingo de Páscoa, evento amplia opções de percursos...

Operação da PCDF desarticula grupo extremista que articulava ataques em Brasília

Ações coordenadas a partir de redes sociais visavam prédios públicos da capital federal no...

CNJ aprova o fim da aposentadoria compulsória para juízes

Magistrados punidos por infrações graves não contarão mais com a aposentadoria compulsória mantida pelo...