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    Justiça do Amazonas nega soltar acusados de matar Bruno e Dom

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    O pedido foi solicitado pela defesa de Amarildo da Costa Oliveira, Oseney da Costa de Oliveira e Jefferson da Silva Lima

    A Justiça Federal do Amazonas negou hoje o pedido de liberdade dos acusados de matarem o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips, no Vale do Javari, Amazonas.

    O pedido foi solicitado pela defesa de Amarildo da Costa Oliveira, Oseney da Costa de Oliveira e Jefferson da Silva Lima. Os três são acusados pelos assassinatos. Os suspeitos estão sendo acusados de duplo homicídio qualificado com agravante de motivo torpe e ocultação de cadáver.

    O advogado Aldo Raphael de Oliveira alega que os acusados foram torturados, além de estarem sendo privados de alimentação adequada e banho de sol. A defesa afirma ainda que um dos três clientes, Oseney Oliveira, seria inocente e que só confessou porque “foi torturado na delegacia de Polícia Civil em Atalaia do Norte”.

    Ele ainda acusa a polícia de ter forçado o suspeito a envolver falsamente outras pessoas no caso, supostamente para que pudesse ser apontada a figura de um mandante.

    “O denunciado é analfabeto, e, ao chegar na sede da Superintendência da Polícia Federal, sofreu bastante tortura psicológica ao ser interrogado sem a presença de seus advogados”, disse Oliveira.

    O advogado também solicitou que a federalização do caso fosse desfeita e que, portanto, ele fosse transferido para a Justiça estadual, porque o crime teria sido cometido fora de uma área de proteção ambiental ou indígena.

    O juiz federal Fabiano Verli, negou a soltura dos três acusados, manteve a prisão preventiva e justificou não ver “qualquer ilegalidade ou mudança relevante do estado de coisas que implique a cessação desta medida cautelar”. Sobre o pedido para reversão da federalização do caso, o magistrado pediu a opinião do Ministério Público.

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