A produção industrial do Amazonas registrou retração de 2,8% em novembro de 2025, na comparação com o mês anterior, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada nesta quinta-feira (15/01) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No acumulado de 2025, no entanto, o Polo Industrial de Manaus (PIM) ainda apresenta crescimento de 0,7%, indicando um desempenho positivo ao longo do ano, apesar da queda registrada no último mês analisado.
Amazonas tem segundo pior desempenho do país no mês
Com o resultado de novembro, o Amazonas ficou na penúltima posição do ranking nacional, superando apenas o estado de Goiás, que apresentou retração de 6,4%. Os melhores desempenhos no período foram observados em Mato Grosso (7,2%), Espírito Santo (4,4%) e Paraná (1,1%).
Das 14 Unidades da Federação pesquisadas pelo IBGE, sete registraram resultados negativos no mês.
Produção industrial cai 3,7% na comparação anual
Na comparação entre novembro de 2025 e novembro de 2024, a produção industrial do Amazonas apresentou queda ainda mais acentuada, de 3,7%, desempenho inferior à média nacional, que foi de -1,2%.
Essa foi a quarta vez em 2025 que o Estado registrou variação negativa nesse indicador, aproximando-se da retração de -9,4% observada em fevereiro.
Resultado acumulado do ano segue negativo
No índice acumulado de janeiro a novembro de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior, o Amazonas apresentou variação negativa de 0,7%, enquanto a média nacional foi positiva em 0,6%.
Ao longo do ano, o Estado teve resultados acumulados positivos em apenas quatro meses, sem apresentar variações expressivas no indicador.
Apenas três atividades industriais cresceram em novembro
Entre os segmentos industriais analisados, apenas três atividades registraram crescimento no mês de novembro:
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Fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores: +14,4%
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Fabricação de produtos de borracha e de material plástico: +8,7%
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Fabricação de máquinas e equipamentos: +2,5%
As demais oito atividades apresentaram queda, com destaque negativo para a fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que recuou 69,9% após ter registrado uma expressiva alta de 668,5% em outubro.
Decisão estratégica explica queda no refino de petróleo
Segundo o levantamento, a forte retração na produção de coque e derivados de petróleo está relacionada a uma decisão estratégica da Refinaria da Amazônia, que passou a importar esses produtos, deixando de refiná-los em Manaus.
Essa mudança ajuda a explicar as diferenças entre os dados do IBGE e os indicadores econômicos da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), que apontaram um cenário mais positivo para o período.
Indicadores da Suframa mostram crescimento do PIM
De acordo com a Suframa, o Polo Industrial de Manaus ultrapassou a marca de R$ 200 bilhões em faturamento acumulado antes mesmo do encerramento de 2025. Entre janeiro e novembro, o faturamento das indústrias incentivadas da Zona Franca de Manaus alcançou R$ 209,48 bilhões, crescimento de 10,42% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registrados R$ 189,71 bilhões.
Em dólar, o montante acumulado nos onze primeiros meses do ano somou US$ 37,68 bilhões, superando o resultado de todo o ano de 2024.
Emprego industrial cresce mais de 6% em 2025
Os dados da Suframa também indicam avanço na geração de empregos. A média mensal de trabalhadores do PIM em 2025, até novembro, foi de 131.444 postos diretos, incluindo empregados efetivos, temporários e terceirizados.
O número representa um crescimento de 6,42% em relação à média do mesmo período de 2024, que foi de 123.518 trabalhadores. Apenas em novembro, o PIM registrou 128.222 empregos diretos.


