HomePoderAuxiliar de Mandetta, secretário de Vigilância em Saúde pede demissão

Auxiliar de Mandetta, secretário de Vigilância em Saúde pede demissão

Publicado em

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, pediu demissão na manhã desta quarta-feira (15). A informação foi divulgada em nota oficial do ministério.

A saída de Wanderson ocorre em meio à pandemia de coronavírus. Ele vinha sendo uma das autoridades do ministério que mais participavam das ações da pasta sobre o enfrentamento ao vírus e estava presente em boa parte das entrevistas coletivas da pasta sobre o tema.

Wanderson, assim como o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, é defensor do isolamento social como estratégia de contenção do vírus. A medida é criticada pelo presidente Jair Bolsonaro, que afirma que esta ação é prejudicial à economia, e vem sendo motivo de embate entre ele e o ministro Mandetta.

Perfil

No Ministério da Saúde há 15 anos, Wanderson, do quadro técnico da pasta, coordenou a resposta nacional à pandemia da gripe do vírus tipo A H1N1, em 2009, e da epidemia da zika congênita entre 2015 e 2016.

Na secretaria, Wanderson foi responsável por ações de vigilância, prevenção e controle de doenças transmissíveis no Brasil, pela vigilância de fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, saúde ambiental e do trabalhador e também pela análise de situação de saúde da população brasileira.

Wanderson de Oliveira é doutor em epidemiologia pela faculdade de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Wanderson tem especialização pelo programa de treinamento em epidemiologia aplicada ao SUS, pelo centro de controle e prevenção de doenças da Georgia, nos Estados Unidos. É especialista em epidemiologia pela escola de saúde pública Johns Hopkins, também nos Estados Unidos, e é professor da escola da fundação Oswaldo Cruz, em Brasília.

Casos no Brasil

As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 6h25 desta quarta-feira (15), 25.758 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil, com 1.557 mortes. Com a primeira vítima no Tocantins, Brasil passa a ter mortos pela Covid-19 em todas as UFs.

Fortaleza tem 1.845 casos confirmados da doença e é a capital com maior incidência de casos no Brasil, à frente de Manaus e São Paulo, respectivamente. que concentra a maioria dos registros.

Leia mais:
Prefeito assina decreto que determina uso de máscaras em Manaus

Remédio descoberto por brasileiros será testado em humanos
Distanciamento social para conter novo coronavírus pode ser necessário até 2022

*Reportagem do G1/Bem Estar

Últimos Artigos

Haddad deixa Fazenda para eleição em SP e Dario Durigan assume comando econômico

O Ministério da Fazenda inicia uma nova fase a partir desta quinta-feira. Após três...

Forças Armadas asfixiam logística do garimpo ilegal com destruição de 80 pistas na Terra Yanomami

O combate ao crime organizado na região amazônica alcançou um novo marco nesta semana....

Tecnologia a favor do cidadão: Procon-AM lança aplicativo para denúncias e moderniza fiscalização

O acesso aos direitos do consumidor no Amazonas ganhou um reforço digital nesta quarta-feira...

Projeto de primeiros socorros em Manaus ganha destaque em evento nacional

A Prefeitura de Manaus apresentou nesta quarta-feira, 18 de março, em Brasília, uma iniciativa...

Mais artigos como este

Haddad deixa Fazenda para eleição em SP e Dario Durigan assume comando econômico

O Ministério da Fazenda inicia uma nova fase a partir desta quinta-feira. Após três...

Forças Armadas asfixiam logística do garimpo ilegal com destruição de 80 pistas na Terra Yanomami

O combate ao crime organizado na região amazônica alcançou um novo marco nesta semana....

Tecnologia a favor do cidadão: Procon-AM lança aplicativo para denúncias e moderniza fiscalização

O acesso aos direitos do consumidor no Amazonas ganhou um reforço digital nesta quarta-feira...