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“Se reforma não passar, Paulo Guedes terá que ir pra praia”

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O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou hoje em Petrolina (PE) que, se a reforma da Previdência não for aprovada no Congresso Nacional como desejado pelo governo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, responsável pela proposta, “terá que ir pra praia”. “É um direito dele. Ele tem até razão, e muito né, se for uma ‘reforminha’. Se não tiver a reforma, a gente não precisa mais de ministro da Economia, porque o Brasil pode entrar num caos econômico. Ele vai ter que ir para a praia. Vai fazer o quê em Brasília?”, questionou.

“Paulo Guedes tem razão. Ele está dando o recado de que ele tem a fórmula para mudar o destino do Brasil e passa pela reforma [da Previdência]”, emendou.Hoje, quando questionado novamente sobre a fala de Guedes sobre uma possível saída da pasta a depender do resultado da proposta previdenciária, Bolsonaro comparou uma “reforma pequenininha” a um suposto pênis pequeno de japonês – esta não é a primeira vez que faz a correlação, que não tem base científica. O presidente ainda fez o gesto de pequeno com as mãos. “Se for reforma de japonês, ele vai embora? É isso?”, disse. Questionado novamente pela reportagem, Bolsonaro repetiu, rindo, “que se for reforma de japonês, ele vai embora? ele vai embora? Foi isso que ele falou”.

Indagado como seria “uma reforma de japonês”, falou “eu já respondi. Pequenininho”.

Depois das declarações, Bolsonaro foi ao Twitter negar atritos com o ministro. “Nosso casamento segue mais forte que nunca kkkkk. No mais, caso não aprovemos a Previdência, creio que deva trocar o Min. da Economia pelo da Alquimia, só assim resolve”, postou.

Discussão da Reforma

A reforma vem enfrentando resistências na Câmara e no Senado. Hoje, encontra-se em análise em comissão especial. Um dos empecilhos para um trâmite mais rápido da medida passa pela articulação política do Planalto, criticada por parte dos próprios aliados de Bolsonaro. Um dos maiores alvos é o líder do governo na Câmara, deputado Major Vítor Hugo (PSL-GO), por ter um discurso forte de combate ao fisiologismo.

Os jornalistas questionaram repetidamente a Bolsonaro se, apesar das críticas, a saída do líder estava descartada, mas o presidente preferiu não responder. Quanto à recepção no Nordeste, Bolsonaro alegou ser bem recebido em todo o país e elogiou a reunião com governadores da região de mada região de mais cedo no Recife, citando conversa com Flávio Dino (PCdoB). Ele negou qualquer animosidade e chamou o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), que estava ao seu lado, para um abraço “hétero”.

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