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Projeto quer tornar obrigatória a realização do teste do bracinho no AM

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O projeto de lei 595/2019, de autoria da deputada estadual Joana Darc (PR), prevê a realização do teste do bracinho no Amazonas em crianças a partir de 3 anos. Assim como o teste da orelhinha, do pezinho e da linguinha, o do bracinho visa a prevenção de doenças e a garantia do direito das crianças ao acesso à saúde. Esse procedimento, nada mais é do que a aferição da pressão arterial com regularidade nessa faixa etária. O teste pode ajudar a combater a hipertensão arterial infantil, doenças cardíacas, doenças e complicações renais, cardiológicas e em retina.

A proposta da deputada amazonense determina que o procedimento passe a integrar o protocolo de consultas pediátricas regulares feitas pela rede pública e privada de saúde do Estado. “A ideia do projeto de lei se dá pelo diagnóstico precoce que favorece o tratamento da hipertensão, principalmente quando detectado ainda na infância. Preventivamente, nós queremos contribuir para que casos sejam detectados precocemente e que também possamos reduzir custos com a saúde, com tratamento, quando a pessoa futuramente possa vir a desenvolver hipertensão”, declara Joana Darc.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 23% da população apresenta hipertensão arterial sistêmica. Estima-se que 5% da população com idade inferior a 18 anos apresente hipertensão arterial e, ainda, que a prevalência da doença na faixa dos três anos de idade varie de 2 a 13 %, por isso a recomendação da prática de aferição da pressão arterial a partir dos três anos. “A OMS considera a hipertensão arterial um problema de saúde pública, uma vez que o número de casos não para de crescer. As pesquisas mais recentes indicam que a elevação da pressão arterial na infância representa um fator de risco para que a enfermidade se manifeste mais tarde, na vida adulta”, justifica a deputada no projeto.

Caso a proposta seja aprovada, a aferição de pressão no público infantil no Amazonas deverá ser realizada por médicos ou enfermeiros devidamente regulamentados, devendo ser utilizados os equipamentos e recursos humanos já disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Se alguma alteração for detectada, a criança deverá ser encaminhada para atendimento especializado e realização de exames complementares. O projeto ainda prevê a realização de campanhas de conscientização sobre problemas decorrentes da hipertensão infantil, em conjunto com outras ações relacionadas à saúde da criança.

Por Cíntia Ferreira, do Portal Projeta

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