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Painel do Clima registra 86,3 mil focos de calor na Amazônia

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O aplicativo Painel do Clima, do Governo do Amazonas, mostra que de 1° janeiro até o dia 10 deste mês, foram registrados por satélite 86.315 focos de calor na Amazônia Legal. O Estado do Amazonas contribuiu com 20% do total, ou seja, 17.486 focos de calor no período.

Esses números, no entanto, estão bem abaixo do registrado no mesmo período de 2022, quando foram detectados 145.101 focos de calor na Amazônia Legal. O Amazonas, no ano passado, contribuiu com 14% do total, mais o número de focos de queimada foi maior: 19.599.

Os dados foram compilados pela Secretária de Estado de Meio Ambiente. O Painel do Clima Amazonas é um hotsite com todas as informações do Governo do Amazonas referentes às ações de monitoramento, combate e prevenção às ações de fatores climáticos, com atualizações diárias e monitoramento em tempo real.

Dos mais de 17 mil focos de calor registrados no Amazonas, 12.075 se concentraram na Região Metropolitana de Manaus e em municípios do sul do estado.

Os dez municípios amazonenses com maior incidência de queimadas são Lábrea (2.126 focos), Apuí (2.012), Novo Aripuanã (1.641), Manicoré (1.134), Boca do Acre (1.054), Humaitá (983), Autazes (775), Maués (726) Canutama (679) e Tefé (379). A capital Manaus teve o registro de 72 focos de queimada.

Dos nove Estados da Amazônia Legal o Pará lidera o ranking de focos de calor. Foram 22.621 registros de 1° de janeiro a 10 de outubro. O Amazonas aparece em segundo lugar, com 17.486, seguido do Estado do Mato Grosso, com 15.104. O Maranhão registrou 9.139, enquanto o Tocantins teve 8.094. Completam o ranking o Acre (5.695), Rondônia (5.627), Roraima (1.729) e Amapá (823).

No ano passado, o Pará (41.521 focos) também liderou o ranking, mas em segundo lugar estava o Mato Grosso, com 29.039. O Amazonas foi o terceiro e o Maranhão (14.766), o quarto. Rondônia, que no ano passado teve 12.460 focos de calor, neste ano reduziu drasticamente.

O painel mostra, ainda, que a maioria dos focos de calor foram registrados em terras da União, registradas como gleba federal (27,84%). Outros 24,37% foram detectados em “vazios cartográficos”; 24,12% em assentamentos; 12,24% em gleba estadual; 5,6% em terras indígenas, 3,25% em unidades de conservação estadual e 2,58% em unidades de conservação federal.

 

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