HomePoderBrasilMoro diz que não viu "nada de mais" em mensagens divulgadas

Moro diz que não viu “nada de mais” em mensagens divulgadas

Publicado em

Em primeiro evento público após ter mensagens de textos divulgadas pelo site “The Intercept”, o Ministro da Justiça Sergio Moro afirmou, nesta segunda-feira (10) em Manaus, não ter visto “nada de mais” nas trocas de mensagens. Ainda disse que não pode comprovar a veracidade das mensagens pois não possui o registro das mesmas.

“O que houve foi uma invasão criminosa de celulares de procuradores. Pra mim, isso é um fato bastante grave, ter havido essa invasão e essa divulgação. E quanto ao conteúdo, no que diz respeito a minha pessoa, eu não vi nada de mais”, disse o ministro a jornalistas em coletiva de imprensa.

“Não tem nenhuma orientação ali naquelas mensagens. Eu nem posso dizer que são autênticas, porque veja, são coisas que aconteceram, e se aconteceram, anos atrás. Eu não tenho mais essas mensagens, não tenho registro disso”, continuou Moro ao ser perguntado sobre as orientações feitas por ele para o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato em Curitiba.

“Os juízes conversam com procuradores. Juízes conversam com advogados, com policiais. Isso é algo normal”, falou Moro. Ao ser questionado se a sua atitude teria sido antiética e influenciado de alguma forma no resultado da Operação Lava Jato que prendeu o ex-presidente Lula, em abril de 2018, o ministro respondeu que “de forma nenhuma”.

“Eu vim aqui para falar sobre a questão do Amazonas, não sei se tem mais alguma pergunta a esse respeito, se não eu encerro aqui”, finalizou o ministro, driblando os jornalistas e se retirando da coletiva de imprensa, visivelmente irritado.

Moro está na capital amazonense para participar de uma reunião do Conselho Nacional dos Secretários de Estado da Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej), que foi realizada nesta manhã no Hotel Quality, na Zona Centro-Sul.

À tarde, ele visitará, acompanhado do governador do Estado do Amazonas, Wilson Lima, o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) para inaugurar uma fábrica de panificação para os detentos. No fim do mês passado, 19 presos foram assassinados no Compaj.

 

 

Últimos Artigos

Brasil coloca ajuda humanitária à Venezuela à disposição após terremotos

A ajuda humanitária à Venezuela ganhou reforço do governo brasileiro após os terremotos que...

Cazé TV quebra recorde global de audiência no YouTube com jogo do Brasil

Canal atingiu 17,8 milhões de dispositivos conectados simultaneamente durante a partida contra a Escócia...

Níveis dos rios do Amazonas desaceleram e SGB confirma estabilização da cheia

O avanço da cheia dos rios do Amazonas perdeu intensidade nas principais bacias hidrográficas...

Gonet vê ausência de elementos para apontar falta grave de Bolsonaro em caso de arma apreendida

Procurador-geral afirma ao STF que investigação ainda precisa ser concluída antes de qualquer avaliação...

Mais artigos como este

Brasil coloca ajuda humanitária à Venezuela à disposição após terremotos

A ajuda humanitária à Venezuela ganhou reforço do governo brasileiro após os terremotos que...

Cazé TV quebra recorde global de audiência no YouTube com jogo do Brasil

Canal atingiu 17,8 milhões de dispositivos conectados simultaneamente durante a partida contra a Escócia...

Níveis dos rios do Amazonas desaceleram e SGB confirma estabilização da cheia

O avanço da cheia dos rios do Amazonas perdeu intensidade nas principais bacias hidrográficas...