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Governo do Amazonas intensifica ações de resposta com 15 cidades em emergência pela cheia

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A subida dos níveis dos rios no interior do estado mobiliza as autoridades estaduais em uma força-tarefa de assistência e monitoramento. Segundo o último relatório da Defesa Civil, a cheia no Amazonas já impacta a vida de 133 mil moradores, com o reconhecimento oficial de situação de emergência para 15 municípios, principalmente nas calhas do Juruá e do Solimões.

O balanço aponta que, além das cidades em estado crítico, outras quatro estão em alerta e 31 permanecem sob observação em estágio de atenção. Na capital, Manaus, e em outros 11 municípios, o regime hidrológico segue dentro dos padrões de normalidade.

Distribuição de purificadores e suporte financeiro

Para garantir a segurança hídrica das populações isoladas, o estado enviou 120 kits de purificação de água do projeto Água Boa. Municípios como Santa Isabel do Rio Negro, Iranduba e Itacoatiara estão entre os beneficiados, assegurando o acesso ao consumo humano seguro em meio às inundações.

No campo econômico, a Afeam lançou um pacote de socorro que inclui:

  • Ampliação imediata de linhas de crédito;

  • Isenção de garantias para novos contratos;

  • Renegociação de débitos com maiores prazos e carência ampliada.

Panorama dos municípios afetados

A situação mais grave concentra-se em localidades onde os rios ultrapassaram marcas históricas, como em Guajará (12,03m) e Tonantins (15,09m). A lista de emergência atualizada conta com Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Boca do Acre, Canutama, Carauari, Eirunepé, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Lábrea, Santo Antônio do Içá, Tabatinga, Tapauá e Tonantins.

Em contrapartida, as cidades de Amaturá, Envira, Pauini e São Paulo de Olivença estão sob aviso de alerta, com monitoramento contínuo do Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil.

Vigilância em saúde e prevenção de doenças

A Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-RCP) publicou normas técnicas para orientar as secretarias municipais. A prioridade é o bloqueio vacinal contra doenças como tétano e hepatite, além do controle da raiva em animais domésticos.

As equipes de saúde reforçam que o uso de hipoclorito de sódio a 2,5% é indispensável para as famílias que dependem de fontes de água superficiais durante a cheia no Amazonas. A meta é evitar surtos de doenças infectocontagiosas que costumam surgir com o transbordamento dos leitos dos rios.

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