O Governo Federal confirmou que o Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer o medicamento pembrolizumabe com fabricação em solo brasileiro. O anúncio foi realizado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, detalhando uma parceria estratégica entre a pasta, o Instituto Butantan e a farmacêutica MSD Brasil. A medida visa democratizar o acesso ao tratamento de diversos tipos de câncer no país, reduzindo a dependência de importações e os altos custos envolvidos na aquisição da terapia.
Economia e ampliação do acesso à imunoterapia
O pembrolizumabe, conhecido comercialmente como Keytruda, é uma das imunoterapias mais sofisticadas da medicina atual. Atualmente, o custo por frasco pode atingir a marca de R$ 27 mil, o que gerava uma barreira financeira significativa para a rede pública. Com a produção nacional, o objetivo é baratear o insumo e permitir que o tratamento chegue a milhares de brasileiros que enfrentam a doença sem a necessidade de recorrer a processos judiciais demorados.
Durante o evento Diálogo Internacional, realizado no Rio de Janeiro, o vice-diretor do Instituto Butantan, Rui Curi, destacou que a fabricação local é uma oportunidade de oferecer esperança a quem depende do sistema público. A cooperação técnica une a expertise do instituto brasileiro com a tecnologia da farmacêutica global para garantir o suprimento regular do remédio.
Eficácia do medicamento contra tumores diversos
Aprovado pela Anvisa, o imunoterápico é indicado para combater tumores de pulmão, mama, esôfago, rim e bexiga, além de melanoma e câncer de cabeça e pescoço. Até então, a oferta pelo SUS era restrita a casos de melanoma avançado. A nacionalização da produção abre caminho para que o Ministério da Saúde amplie as diretrizes de uso, tornando o pembrolizumabe um aliado fundamental na oncologia pública e oferecendo um suporte terapêutico mais robusto para pacientes em todo o Brasil.


