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Pesquisa: gel e sabonete com propriedades antimicrobianas

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Por meio da Fapeam, projeto recebe apoio para elaborar bioprodutos que protegem a saúde humana contra agentes patógenos

Gel e sabonete líquido com propriedades antimicrobianas para algumas espécies de fungos, do gênero Aspergillus, foram desenvolvidos pelo projeto “Síntese verde de nanopartículas de prata para elaboração de gel e sabonete”. A pesquisa apoiada pelo Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), foi amparada no âmbito do Programa de Apoio à Pesquisa- Universal Amazonas.

Uma das patologias causadas pelo fungo Aspergillus é a Aspergilose, doença infecciosa que surge quando o fungo filamentoso do gênero Aspergillus entra no organismo humano, por meio da inalação de esporos.

De acordo com a coordenadora do projeto, Maria Francisca Teixeira, pesquisadora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o uso do gel e do sabonete, formulados na pesquisa, inibe o crescimento de microrganismos que podem ameaçar a saúde humana. Os produtos foram elaborados com a utilização de nanopartículas de prata.

“Os resultados obtidos em pesquisas realizadas, anteriormente, estimularam a continuidade com as investigações sobre nanopartículas de prata, visto que nanopartículas têm aplicações físicas, químicas e biológicas específicas para beneficiar a humanidade e são utilizadas em cosméticos, indústrias têxteis, como agentes terapêuticos e produtos biomédicos, entre outras aplicações”, explicou a pesquisadora.

As nanopartículas de prata são compostas, como o nome sugere, por prata metálica que têm pelo menos uma dimensão menor que 100 nanômetros, e podem ter atividades e aplicações antimicrobianas.

O projeto possibilitou o desenvolvimento de dois produtos benéficos à saúde, que não causam impactos ambientais negativos, além de contribuir para gerar novos conhecimentos científicos que incentivam a busca de soluções biotecnológicas, por meio da diversidade de microrganismos amazônicos.

Os microrganismos utilizados nos testes da pesquisa, foram cedidos pela Micoteca da Ufam. Ao todo, 10 pesquisadores da Ufam e da Universidade Federal do ABC (UFABC) participaram do desenvolvimento da pesquisa, que se encerrou em 2020.

Financiamento

O projeto recebeu investimento da Fapeam, por meio do Programa de Apoio à Pesquisa – Universal Amazonas. O Programa financia atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação, ou de transferência tecnológica, em todas as áreas do conhecimento, que representam contribuição significativa para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental do Estado do Amazonas.

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