O Polo Industrial de Manaus registrou um crescimento de 2,24% no seu faturamento durante o primeiro trimestre de 2026. Segundo os dados oficiais divulgados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) nesta segunda-feira (18/05), o parque fabril acumulou R$ 58,26 bilhões entre janeiro e março. O montante supera os R$ 56,98 bilhões contabilizados no mesmo intervalo do ano anterior, evidenciando a estabilidade da atividade fabril na região. Em moeda estrangeira, a receita total das empresas instaladas somou US$ 11,02 bilhões nos primeiros três meses do ano.
Alta histórica nas exportações e estabilidade no mercado de trabalho
Para além do desempenho no mercado interno, as vendas para o exterior figuraram como um dos principais destaques do relatório governamental. No acumulado do trimestre, as exportações do complexo industrial atingiram a marca de US$ 214,87 milhões. O resultado representa um salto expressivo de 48,35% em comparação com o primeiro trimestre de 2025, período no qual as transações internacionais somaram US$ 144,84 milhões. Apenas no mês de março, o comércio exterior gerou mais de US$ 87,5 milhões.
A movimentação econômica positiva também se refletiu na manutenção dos postos de trabalho na capital amazonense. O parque incentivado encerrou o mês de março com 129.636 trabalhadores ativos, englobando funcionários efetivos, temporários e terceirizados. Com esse contingente, a média mensal de empregos diretos gerados pelas empresas locais fixou-se em 129.812 vagas ao longo do trimestre.
Duas Rodas lidera a participação no faturamento do Polo Industrial de Manaus
No mapeamento por divisões fabris, o segmento de Duas Rodas manteve a liderança isolada, respondendo por 21,22% de toda a receita gerada no período. A segunda colocação ficou com o setor de Bens de Informática, que deteve 18,95% de participação, seguido de perto pelas indústrias Eletroeletrônica (15,85%) e Química (11,72%). O balanço da autarquia federal indicou ainda a relevância de outros ramos tradicionais, como o Termoplástico (9,43%), o Metalúrgico (9,19%) e o Mecânico (7,69%).
Embora o segmento de ciclomotores lidere em volume total, o setor de Bebidas foi o que apresentou a maior taxa de expansão percentual em seu faturamento, com uma elevação de 46,64% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.
Linhas de produção registram expansão em itens tecnológicos e de consumo
A análise física da produção aponta que a indústria local segue com forte demanda em bens de consumo duráveis. A fabricação de motocicletas, motonetas e ciclomotores totalizou 606.447 unidades nos três primeiros meses, o que representa uma expansão de 14,46%. O segmento de telefonia celular também apresentou trajetória ascendente, alcançando 2.790.892 aparelhos produzidos, um incremento de 4,02% no confronto interanual.
Outras mercadorias específicas de nicho apresentaram variações percentuais robustas de crescimento físico em comparação com 2025, conforme detalhado abaixo
-
Home theaters: 9.857 unidades fabricadas (aumento de 21,5%)
-
Lâminas e cartuchos de barbear: 24.154.804 unidades fabricadas (aumento de 20,93%)
-
Aparelhos telefônicos e porteiros eletrônicos: 69.008 unidades fabricadas (aumento de 20,44%)
-
Relógios de pulso e de bolso: 2.065.783 unidades fabricadas (aumento de 9,33%)
De acordo com a avaliação do superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, os dados consolidados atestam que o ecossistema de negócios regional permanece sólido e atrativo para novos aportes financeiros. O gestor ressaltou que superar a marca de R$ 58 bilhões e sustentar o nível de empregabilidade demonstra a resiliência do modelo econômico, colocando a instituição em uma posição favorável para projetar novos recordes até o encerramento do ano.


