HomeCotidianoPeixe de gelo não causa ‘doença da urina preta’, afirma veterinário

Peixe de gelo não causa ‘doença da urina preta’, afirma veterinário

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O peixe conservado no gelo ou criado em cativeiro não causa da “doença da urina preta” (rabdomiólise). A conclusão é de técnicos da Agência de Desenvolvimento Agropecuário de Roraima (Aderr).

Os técnicos asseguram que o pescado saído dos tanques da psicultura, direto para o gelo, reduz o risco da doença, conforme reportagem do portal Folha de Boa Vista.

Não há, portanto, casos registrados da doença no estado de Roraima.

No Amazonas, contudo, a vigilância sanitária registrou 66 casos suspeitos, até na quarta-feira (15), e informa que a doença tem diferentes causas além de alguns peixes.

Em Roraima, a maioria dos peixes consumidos, cerca de 90%, conforme a publicação, são produzidos em cativeiro. E, portanto, o consumo é mais seguro, atestam os técnicos.

Na mesma reportagem o chefe do Programa Estadual de Sanidade de Pescados da Aderr, o veterinário Sylvio Botelho, afirma que os consumidores podem ficar tranquilos, pois a “doença da urina preta” não ocorre no estado, porque a maior parte da produção vem de cativeiros.

“O peixe que é produzido aqui é seguro para consumo. Essa intoxicação tem ocorrido somente em alguns municípios do Amazonas, em peixes que vêm de rios e lagos”.

Chamada também de a “Síndrome de Haff”, a doença da urina preta “ocorre muito no mar, em camarões e moluscos bivalves e raramente ocorre em peixes de água doce”, disse o veterinário. Em seguida, Botelho tranquilizou o consumidor: “Pode ficar sossegado e continuar comendo seu tambaqui despreocupado”.

A doença é causada por uma toxina que pode ser encontrada em determinados peixes como o tambaqui, o badejo e a arabaiana ou crustáceos (lagosta, lagostim, camarão).

Ficou comprovado, de acordo com a reportagem, que o gelo inibe a produção da toxina no peixe, por isso a importância de um bom acondicionamento.

Amazonas 

No estado do Amazonas, dos 66 casos suspeitos, 54 estão sob investigação epidemiológica em nove municípios e 12 descartados da suspeição.

Dos 54 casos em investigação, são 33 em Itacoatiara (sendo 1 óbito), 6 em Parintins, 4 em Urucurituba, 3 em Manaus, 3 em Silves, 2 em Maués, 1 em Autazes, 1 em Caapiranga e 1 em Manacapuru.

Seguem internadas 4 pessoas suspeitas, sendo 1 em Urucurituba, 2 em Parintins e 1 em Itacoatiara.

De acordo com a diretora técnica da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), Tatyana Amorim, a investigação acerca dos casos suspeitos de rabdomiólise é extremamente criteriosa, devido à síndrome ter diferentes causas além da ingestão de peixes.

Leia mais:
Casos de rabdomiólise aumentam no AM e governo intensifica ações
FVS confirma morte por doença da ‘urina preta’ em Itacoatiara
Rabdomiólise: Infectologista não recomenda suspensão do consumo de peixe

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