O Dia Nacional de Prevenção e Combate à hipertensão arterial acende um alerta para uma realidade preocupante. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a condição deixou de ser exclusividade da terceira idade, registrando um aumento significativo em diagnósticos de crianças e adolescentes. Por ser silenciosa, a doença muitas vezes só é descoberta quando o organismo já apresenta danos severos.
O Ministério da Saúde caracteriza a pressão elevada como uma patologia crônica onde o coração exerce um esforço excessivo para bombear o sangue. Esse cenário é um dos principais gatilhos para o desenvolvimento de infartos, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e quadros de insuficiência renal.
O novo parâmetro de aferição 12 por 8
Uma das mudanças mais relevantes no combate à doença foi a atualização da diretriz brasileira de manejo da pressão arterial. O que antes era visto como um nível ideal, a aferição 12 por 8 agora é classificada como pré-hipertensão.
O objetivo das sociedades brasileiras de Cardiologia, Nefrologia e Hipertensão com essa reclassificação é promover uma intervenção precoce. Ao identificar o risco antes que a doença se estabeleça, médicos e pacientes podem focar em mudanças de estilo de vida sem, necessariamente, recorrer ao uso imediato de fármacos. Atualmente, a pressão considerada normal deve ser estritamente inferior a 12 por 8.
Principais causas e o fator genético
A hereditariedade é responsável por 90% dos casos registrados. No entanto, o estilo de vida moderno atua como um catalisador para o surgimento precoce da hipertensão arterial. Entre os fatores que elevam os riscos estão:
-
Consumo elevado de sódio (sal);
-
Sedentarismo e obesidade;
-
Estresse crônico e níveis altos de colesterol;
-
Uso de tabaco e ingestão frequente de álcool.
Identificação de sintomas e acesso ao tratamento
Os sinais físicos costumam ser tardios, surgindo apenas em picos pressóricos. Nestes casos, o paciente pode apresentar dores de cabeça, tonturas, visão embaçada, zumbido no ouvido e fraqueza. Como a dor nem sempre acompanha a evolução da doença, a medição regular é a única forma segura de diagnóstico.
Para quem busca tratamento, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece suporte integral. Através das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e do programa Farmácia Popular, é possível retirar a medicação necessária gratuitamente. Para isso, o paciente deve apresentar CPF, documento com foto e a receita médica atualizada, independentemente de ter sido emitida por médico particular ou público.
Estratégias fundamentais para prevenção
A prevenção da hipertensão arterial é baseada na manutenção de hábitos saudáveis. Além do controle do peso e da prática de exercícios, especialistas recomendam a substituição do sal por temperos naturais e o controle rígido do diabetes. O abandono do tabagismo e a busca por momentos de lazer também são pilares para garantir que o coração funcione sem sobrecarga, prolongando a longevidade com saúde.


