A Operação Tamoiotatá 6 concluiu sua quarta etapa com a aplicação de R$ 57.268.569 em multas por infrações ambientais no sul do Amazonas. A ação, coordenada pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), também resultou no embargo de mais de 8,2 mil hectares, área equivalente a aproximadamente 11 mil campos de futebol.
As fiscalizações ocorreram entre os dias 21 de abril e 10 de maio, nos municípios de Apuí, Humaitá, Canutama e Lábrea, localizados no sul do estado. As equipes atuaram em áreas rurais e ramais próximos às rodovias BR-319 e BR-230, consideradas estratégicas no combate aos crimes ambientais.
De acordo com o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, o trabalho integrado tem fortalecido o monitoramento em regiões com alta pressão de desmatamento.
Segundo ele, o uso de tecnologias de monitoramento e o apoio das forças de segurança têm sido fundamentais para identificar responsáveis por crimes ambientais, impedir novas irregularidades e reforçar a proteção da floresta amazônica.
Operação Tamoiotatá 6 intensifica combate ao desmatamento ilegal
O gerente de Fiscalização Ambiental do Ipaam, Marcelo Barroncas, destacou que as equipes atuaram tanto na identificação de novos crimes ambientais quanto na fiscalização de áreas que já estavam embargadas anteriormente.
Conforme o órgão ambiental, as fiscalizações foram direcionadas com base em imagens de satélite e denúncias recebidas, o que permitiu identificar irregularidades ambientais e casos de reincidência.
Barroncas ressaltou que a presença contínua das equipes em campo é essencial para ampliar a atuação do Estado em áreas críticas e combater práticas ilegais na região.
Base de Apuí concentrou maior volume de multas
Na base operacional de Apuí, foram registrados 46 autos de infração e 17 termos de embargo, totalizando R$ 49.483.900 em multas.
As autuações foram aplicadas por práticas como:
- Desmatamento ilegal
- Descumprimento de embargos ambientais
- Impedimento da regeneração natural da vegetação
- Atividades agropecuárias sem licença ambiental
Humaitá, Canutama e Lábrea também foram alvo da operação
Na base de Humaitá, que também abrangeu ações em Canutama e Lábrea, foram aplicados R$ 7.784.669 em multas.
Além disso, foram emitidos:
- 29 autos de infração
- 10 termos de embargo e interdição
As ações ocorreram principalmente em áreas com alertas de desmatamento e regiões próximas às rodovias federais.
Os responsáveis autuados têm prazo de até 20 dias para apresentar defesa administrativa ou realizar o pagamento das multas. Os recursos arrecadados são destinados ao Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema), administrado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).
Força-tarefa reúne órgãos estaduais e federais
A quarta etapa da operação contou com a atuação integrada de diversos órgãos estaduais e federais.
Participaram da ação:
- Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam)
- Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM)
- Polícia Militar do Amazonas (PMAM), por meio do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb)
- Polícia Civil do Amazonas (PC-AM)
- Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM)
- Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam)
A operação também recebe apoio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e recursos do programa Floresta em Pé, fruto de cooperação financeira entre os governos do Brasil e da Alemanha, por meio do KfW Banco de Desenvolvimento.
Operação segue até dezembro de 2026
A Operação Tamoiotatá 6 foi estruturada em 15 etapas, com duração média de 20 dias cada. A previsão é que as ações sigam até dezembro de 2026, período considerado crítico por conta da estiagem e do aumento do risco de queimadas e desmatamento no Amazonas.
Além das fiscalizações terrestres, a operação prioriza a proteção de Unidades de Conservação estaduais e outras áreas estratégicas para a preservação da floresta.
O Ipaam também disponibiliza um canal para denúncias de crimes ambientais por meio do WhatsApp: (92) 98557-9454, administrado pela Gerência de Fiscalização Ambiental.


