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Consumidor pode ter dados sobre tarifa de energia em tempo real

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Projeto que visa permitir o acesso do consumidor à informações em tempo real do seu consumo de energia, da tarifa e da qualidade do serviço será analisado pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) nesta quarta-feira (10), às 9h.

O Projeto (PLS 356/2017), de autoria do senador Eduardo Braga (MDB), ex-ministro de Minas e Energia, pretende implantar redes elétricas inteligentes no Brasil, incentivando a modernização das instalações do serviço público de distribuição de energia elétrica. O consumidor terá maior facilidade para gerar sua própria energia e utilizar a rede elétrica como um acumulador para uso posterior.

Já em funcionamento em alguns países, as redes elétricas inteligentes, também conhecidas como smart grids, são automatizadas com medidores de qualidade e de consumo de energia em tempo real.

A inteligência também é aplicada no combate à ineficiência energética, evitando a perda de energia ao longo da transmissão. O modelo traz vantagens ainda para as distribuidoras, que poderão economizar com a possibilidade de fazer manutenção de forma remota.

Na justificativa do projeto, Braga destacou que todos ganham com a adoção dessa tecnologia, capaz de proporcionar ao consumidor informações sobre o seu consumo, aumentar a transparência na distribuição de energia elétrica, bem como aperfeiçoar o processo de decisão do consumidor em relação à sua demanda por energia. Ele apontou também os impactos positivos na eficiência energética e no meio ambiente.

Bateria virtual

A CCT terá a decisão final sobre a matéria, caso não haja recurso para análise no Plenário do Senado. O relator Paulo Rocha (PT-PA) já apresentou voto favorável ao projeto e ressaltou as vantagens da tecnologia que possibilita ao consumidor aproveitar melhor a infraestrutura disponibilizada para residência ou empresa com redução de custos.

“Permite, ainda, a melhor implementação das micro e minigeração distribuídas, em que o consumidor gera energia elétrica e usa a rede elétrica como uma forma de bateria virtual, cujo excedente de energia pode ser consumido posteriormente, via medidores bidirecionais”, acrescentou.

Caso o Projeto seja aceito pela CCT, ele segue para votação no Senado.

*Com informações da Agência Senado

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