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    Cesta básica em Manaus cai 1,43% em dezembro, aponta Dieese/Conab

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    Cesta básica em Manaus registrou queda de 1,43% em dezembro de 2025 na comparação com novembro, segundo dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta quinta-feira (8) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O custo médio passou a ser de R$ 620,42.

    Com esse valor, o trabalhador manauara remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.518,00 precisou trabalhar 89 horas e 55 minutos para adquirir os itens básicos de alimentação. Em novembro, o tempo necessário havia sido maior: 91 horas e 13 minutos.

    Cesta básica consome mais de 44% do salário mínimo líquido

    Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o custo da cesta básica comprometeu 44,18% da renda do trabalhador em dezembro. No mês anterior, esse percentual era de 44,82%, indicando leve alívio no orçamento familiar.

    Entre abril e dezembro de 2025, o valor da cesta básica em Manaus acumulou queda de 7,64%, segundo o levantamento.

    Seis produtos tiveram queda e seis apresentaram alta em dezembro

    Entre novembro e dezembro de 2025, seis dos 12 produtos que compõem a cesta básica em Manaus apresentaram redução nos preços médios:

    • Tomate (-9,07%)

    • Banana (-5,50%)

    • Manteiga (-4,48%)

    • Leite integral (-2,05%)

    • Óleo de soja (-1,59%)

    • Pão francês (-0,74%)

    Por outro lado, seis itens registraram aumento:

    • Feijão carioca (4,12%)

    • Café em pó (3,97%)

    • Carne bovina de primeira (3,06%)

    • Arroz agulhinha (1,04%)

    • Farinha de mandioca (0,42%)

    • Açúcar cristal (0,27%)

    Variação acumulada desde abril mostra quedas expressivas em itens essenciais

    No acumulado entre abril e dezembro de 2025, quatro produtos tiveram aumento de preços em Manaus:

    • Óleo de soja (7,67%)

    • Feijão carioca (6,73%)

    • Carne bovina de primeira (6,64%)

    • Café em pó (4,44%)

    Já os itens que apresentaram redução de preços no período foram:

    • Tomate (-33,21%)

    • Arroz agulhinha (-22,61%)

    • Farinha de mandioca (-15,96%)

    • Açúcar cristal (-9,34%)

    • Banana (-8,69%)

    • Manteiga (-7,81%)

    • Leite integral (-3,32%)

    • Pão francês (-2,40%)

    Cesta básica sobe em 17 capitais; Norte registra maiores quedas

    Em dezembro de 2025, a cesta básica ficou mais cara em 17 capitais brasileiras. A única capital onde não houve variação foi João Pessoa. Nas demais cidades, os preços apresentaram queda.

    A maior alta foi registrada em Maceió (3,19%), seguida por Belo Horizonte (1,58%), Salvador (1,55%), Brasília (1,54%) e Teresina (1,39%).

    As quedas mais expressivas ocorreram na região Norte, com destaque para Porto Velho (-3,60%), Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%) e Manaus (-1,43%).

    Alta da carne bovina pressiona preços em quase todo o país

    Um dos principais fatores de pressão sobre o custo da cesta básica foi a carne bovina de primeira, que apresentou aumento em 25 das 27 capitais pesquisadas. De acordo com o Dieese, a elevação está relacionada ao aquecimento da demanda interna e externa e à oferta restrita do produto.

    A batata também registrou alta em praticamente todas as capitais, com exceção de Porto Alegre, onde houve queda de 3,57%. No Rio de Janeiro, o aumento chegou a 24,10%, influenciado pelas chuvas e pelo fim da colheita.

    São Paulo tem a cesta básica mais cara do país

    A cesta básica mais cara do Brasil em dezembro foi registrada em São Paulo, com custo médio de R$ 845,95. Em seguida aparecem Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29).

    Entre as capitais do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 539,49), Maceió (R$ 589,69), Porto Velho (R$ 592,01) e Recife (R$ 596,10).

    Salário mínimo ideal deveria ser de R$ 7.106,83, estima Dieese

    Com base no custo da cesta básica mais cara do país, registrada em São Paulo, e considerando a determinação constitucional de que o salário mínimo deve ser suficiente para cobrir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o valor ideal do salário mínimo em dezembro de 2025 deveria ser de R$ 7.106,83 — o equivalente a 4,68 vezes o mínimo vigente, de R$ 1.518,00.

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