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Bolsonaro exonera Vélez e anuncia novo ministro da Educação

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O presidente Jair Bolsonaro exonerou hoje (8) o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, e anunciou o professor Abraham Weintraub para o cargo.

Professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Weintraub foi executivo do mercado financeiro, atuou no grupo Votorantim e foi membro do comitê de Trading da BM&FBovespa. Em 2016, coordenou a apresentação de uma proposta alternativa de reforma da previdência social formulada pelos professores da Unifesp.

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Weintraub atua como secretário executivo da Casa Civil, sob o comando de Onyx Lorenzoni. Ele assumirá o lugar do colombiano Ricardo Vélez.

Vélez esteve hoje (8) de manhã no Palácio do Planalto, em reunião com o presidente Jair Bolsonaro, e deixou o local pela saída privativa, sem falar com a imprensa. As informações são da Agência Brasil.

Abraham Weintraub, novo ministro da Educação de Bolsonaro (Foto: Rafael Carvalho/Divulgação Casa Civil)

Polêmicas no MEC

Diversas polêmicas envolvendo diretrizes da Educação começaram a ocorrer no governo Bolsonaro. A última foi uma declaração de Veléz sobre conteúdos referentes ao período militar nos livros didáticos, que passariam a negar a ocorrência de uma ditadura.

O governo também já tinha feito mudanças em edital para a compra de livros didáticos que deixavam de exigir referências bibliográficas, abrindo brechas para erros e revisionismos. Pressionado, presidente recuou.

Logo após vencer a eleição presidencial, Jair Bolsonaro falou que tomaria conhecimento do conteúdo da prova do Enem antes do exame. O presidente havia contestado algumas perguntas da prova de 2018, segundo ele, com “questões menores” –acerca de diversidade sexual. Vélez deu aval ao presidente para ter acesso à prova antes de sua realização, o que desafia critérios técnicos e de segurança.

Em meio às polêmicas relacionadas ao conteúdo, o Ministério da Educação passa por uma crise envolvendo seus servidores, divididos entre os de perfil técnico, oriundos em sua maioria do Centro Paula Souza, os indicados por militares e os indicados por Olavo de Carvalho, “guru intelectual” de Bolsonaro. O racha resultou em uma série de demissões e desencontros na pasta.

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