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    DPE-AM pede reunião com Ministério da Justiça para tratar de garimpo no sul do estado

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    A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) solicitou uma reunião urgente com o Ministério da Justiça, liderado por Ricardo Lewandowski, para tratar dos impactos sociais, ambientais e humanitários causados pelo uso de explosivos em operações de combate ao garimpo ilegal na região do Rio Madeira, no município de Humaitá, sul do Amazonas.

    A solicitação ocorre após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negar pedido liminar que buscava suspender a prática. O ofício já foi recebido pelo gabinete do ministro, e a reunião deve ser agendada na próxima semana.

    DPE-AM denuncia impactos das operações contra o garimpo ilegal no Amazonas

    Segundo a Defensoria, as ações de repressão vêm gerando danos ambientais severos, como a mortandade de peixes e animais silvestres, além de prejuízos sociais para comunidades que dependem do extrativismo mineral, pesca artesanal e agricultura de subsistência.

    “A Defensoria Pública tem plena consciência dos danos causados pelo garimpo ilegal. No entanto, o uso de explosivos de grande porte destrói ecossistemas e compromete a subsistência de milhares de famílias”, afirmou o defensor público Théo Costa.

    Ele destacou que, conforme o Artigo 174, parágrafo 3º da Constituição Federal, o garimpo é uma atividade permitida, desde que respeite normas ambientais e sociais.

    Relatório aponta cenário de vulnerabilidade no sul do Amazonas

    Em mandado de segurança encaminhado ao STJ, a Defensoria anexou um relatório do Grupo de Trabalho Teko Porã – Vida Digna, com base em visitas a comunidades ribeirinhas em Humaitá, em julho de 2025.

    O documento revela que:

    • Mais de 5 mil famílias são diretamente afetadas pelas operações.
    • Explosões têm causado traumas em crianças e idosos, além da destruição de casas-balsas.
    • perda de documentos pessoais, contaminação da água, queda na venda de pescado e insegurança alimentar.
    • Em comunidades como Paraíso Grande, 47 famílias foram impactadas diretamente, dependendo da pesca e agricultura de subsistência.

    Defensoria pede medidas sustentáveis e respeito aos direitos humanos

    O relatório conclui que, embora necessário, o combate ao garimpo ilegal na Amazônia precisa ser feito com respeito aos direitos fundamentais das populações ribeirinhas.

    Como recomendações, a DPE-AM propõe:

    • Inclusão das famílias em programas de assistência e habitação;
    • Adoção de políticas públicas de reparação ambiental e social;
    • Criação de alternativas sustentáveis que conciliem preservação ambiental e justiça social.

     

     

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