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Mentiras sobre vacina se espalham como epidemia

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A disseminação de desinformação durante a pandemia de COVID-19 está tendo sérias consequências, afetando os serviços de saúde e se comportando como uma epidemia, de acordo com pesquisadores que participaram da Jornada Nacional de Imunizações realizada em Florianópolis pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). A desinformação, que é comparada a uma doença altamente contagiosa, pode causar danos e até mortes, exigindo medidas de prevenção e vigilância semelhantes às usadas contra surtos de doenças como o sarampo.

Os movimentos antivacinistas, fortalecidos pela pandemia de COVID-19, agora estão mais estruturados na América Latina e recebem apoio transnacional. No Brasil, o governo de Jair Bolsonaro também deu voz a esses grupos, promovendo audiências públicas que incluíam antivacinistas.

A dificuldade de acesso a fontes confiáveis de informação devido a pacotes de internet mais baratos tem levado à disseminação de desinformação nas redes sociais, onde conteúdos virais são compartilhados. A desinformação atinge picos quando novas informações ou políticas de saúde são divulgadas.

Um exemplo disso foi a campanha de desinformação contra a vacina do HPV no Acre entre 2014 e 2019, que levou a uma baixa cobertura vacinal devido a reações de estresse pós-vacinação, causando medo e hesitação entre os adolescentes.

Além disso, um estudo em andamento com pediatras brasileiros sugere que a desinformação sobre as vacinas contra a COVID-19 está afetando a confiança na vacinação entre esses profissionais, com uma correlação entre a crença de que as vacinas COVID-19 são experimentais e a desconfiança geral nas vacinas.

A pesquisa busca conscientizar os pediatras sobre a importância das vacinas e recuperar a confiança na imunização, pois o receio gerado pela desinformação pode afetar a recomendação das vacinas para seus pacientes. Os resultados preliminares também sugerem que a residência médica pode desempenhar um papel na formação da confiança na vacinação, com médicos que passaram por esse treinamento sendo menos propensos à hesitação vacinal. No geral, a pesquisa visa fornecer informações para todos que têm dúvidas sobre vacinas.

Com informações da Agência Brasil*

 

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