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Manifestantes fazem ato em defesa do Ibama, em Manaus

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Manifestantes se reuniram em Manaus na manhã desta terça-feira (2/5) em uma ato a favor do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), após seguidos manifestos contra a instituição após a repercussão do caso da capivara Filó e do influenciador Agenor Tupinambá.

Ambientalistas, pesquisadores, veterinários, estudantes e outros profissionais reuniram-se desde às 8h na frente da sede do Ibama como forma de demonstrar solidariedade, e em resposta aos ataques que a instituição vem recebendo.

Na última semana, a deputada estadual Joana Darc (UB) chegou a adentrar o local para retirar a capivara do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) e registrou em uma live nas redes sociais. A atitude da parlamentar gerou revolta em uma parte da população que é a favor da reinserção do animal ao seu habitat.

Durante a ação, manifestantes levaram cartazes com dizeres como: “Não é proteção animal, é desmoralização ambiental”, e “A comunidade científica do Amazonas está com o Ibama”.

O superintendente do Ibama, Joel Araújo, esteve com os apoiadores e confirmou que o órgão recorrerá da decisão liminar que obrigou a devolução da capivara Filó ao convívio do influenciador.

Nas redes sociais, um vídeo do analista ambiental do Ibama, Roberto Cabral, viralizou. Ele explica que, além da capivara, Agenor também responde por outros crimes ambientais, com animais de outras espécies.

“Uma série de animais foram explorados de forma ilegal para se conseguir likes na internet, e isso é proibido no Brasil, tanto o cativeiro, quanto a exploração desses animais, principalmente porque eles não tem origem legal. Além disso, nós temos o seguinte: se trata de um influencer, e não um ribeirinho. Ele não é um ribeirinho, ele é um fazendeiro, é um peão-boiadeiro, não é uma pessoa hipossuficiente, é um influencer com milhares de seguidores”, afirmou.

O analista também ressaltou que o influenciador teria conhecimento sobre legislação ambiental, e que poderia ter entregue o animal ao Ibama assim que fez o resgate.

“A decisão judicial prejudica e muito a reintrodução deste animal. O melhor destino para a capivara não é ficar em uma casa, mesmo que seja um flutuante, lembrando que a área é desmatada e não existem capivaras ali naquele local. O melhor para ela é ser realmente livre junto com outros da sua espécie e o Cetas é o início desse processo”, finalizou.

Leia mais:
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Com informações da Gazeta da Amazônia*

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