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DNIT proíbe tráfego acima de 23 toneladas na Transamazônica

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Uma decisão do Departamento Nacional de Infraestutura de Transportes do Amazonas (DNIT-AM), publicada por meio da Portaria nº 340/2020, na última segunda-feira (27), proíbe o trânsito de cargas pesadas, acima de 23 toneladas, na Transamazônica, no trecho que compreende todo o estado do Amazonas, desde a divisa do Pará até o km zero na cidade de Lábrea, sul do estado. A restrição compromete toda a região sul do Amazonas, e prejudica os municípios de Lábrea, Humaitá, Manicoré e Apuí que são ligados pela rodovia.

Com a publicação desta portaria, caminhões e carretas que forem flagrados com peso acima do permitido, serão multados pelo órgão regulador. A decisão tem gerado comoção e até revolta por políticos, empresários e pela população das cidades prejudicadas. A nova regra foi publicada pelo superintendente do DNIT-AM-RR, Marcus Vinícius Melo Neto.

A argumentação do DNIT é que, após estudos técnicos realizados pelo setor de engenharia do órgão, a rodovia por ser de revestimento primário, ou seja, o pavimento está em leito natural, às pontes em sua maioria são de madeiras e não possuem mais a capacidade de suportar veículos com peso acima de 23T, e com vistas a manter e assegurar o tráfego seguro de passageiros, bagagens e atendimentos as comunidades, decidiu por meio da portaria suspender o tráfego desses veículos pesados.

Por meio da sua assessoria, o deputado estadual Cabo Maciel (PL) afirmou que o DNIT precisa realizar um estudo mais aprofundado da situação, levando em conta as diferenças geográficas do município de Apuí. “O DNIT, por meio do seu setor de engenharia, precisa urgentemente analisar esta situação da estrada de acesso a Apuí, pois o município não é banhado por rios e só tem a estrada como entrada e saída para receber produtos e escoar suas produções. Estarei acompanhando de perto esta situação e, se for preciso, iremos com o prefeito ou vice-prefeito do município até o DNIT, para auxiliá-los no que for necessário referente à liberação da rodovia”, destacou.

O deputado estadual Belarmino Lins (Progressistas) também reagiu e encaminhou um pedido ao DNIT para que o órgão reavalie uma portaria. “A portaria afeta drasticamente o município de Apuí, que, no nosso entender, por não ter acesso a vias fluviais, vive uma situação diferenciada em relação aos municípios de Lábrea e Humaitá, também atingidos pela decisão do DNIT”, disse o parlamentar que respaldou seu apelo em dados fornecidos pelo vice-prefeito apuiense Marcos Lise, que visitou o órgão na segunda-feira (27).

Por Cíntia Ferreira, do Portal Projeta

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