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1,2 milhões de testes para Covid venceram; Prejuízo é de R$ 42,7 milhões

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Cerca de 1,2 milhão de testes para detecção da Covid-19 venceram no mês de março no estoque do Ministério da Saúde.

Avaliados em R$ 42,7 milhões, os produtos são do tipo RT-PCR e também servem para o diagnóstico do VSR (vírus sincicial respiratório) e da influenza A e B.

A equipe da ministra Nísia Trindade culpou a gestão anterior pelo acúmulo de testes com validade curta. “Ao assumir, a atual gestão da pasta se deparou com os quantitativos em estoque sem tempo hábil para distribuição e uso, ou sem demanda nos estados”, afirma o ministério da Saúde em nota.

Por outro lado, o ex-ministro Marcelo Queiroga disse que “todos os dados foram passados para a equipe de transição”. “Eles sabem disso, inclusive foi assinado termo de confidencialidade”.

A gestão de Bolsonaro tentou enviar os testes prestes a vencer ao Haiti e hospitais filantrópicos para evitar o desperdício, mas não houve tempo hábil. A Saúde ainda entregou 1,1 milhão de unidades para a USP (Universidade de São Paulo) poucos dias antes do fim da validade.

A pandemia no Brasil foi marcada pela dificuldade de testagem. O ex-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e vice-presidente da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), o médico Claudio Maierovitch afirma que o governo Bolsonaro não estimulou a testagem.

“As pessoas tinham muita dificuldade para conseguir fazer teste, o que acho que foi intencional, o Ministério da Saúde e o governo tentaram ao máximo evitar que os números viessem à tona”, disse ele.

O descarte custa milhões

A Folha de S.Paulo mostrou que 39 milhões de vacinas da Covid-19 venceram durante a pandemia. Ainda foram incinerados, na gestão Bolsonaro, medicamentos de alto custo para doenças raras e 1 milhão de canetas de insulina.

Após a divulgação desses dados, a Procuradoria da República no Distrito Federal determinou a abertura de inquérito civil para apurar se houve irregularidades no descarte de produtos do SUS.

Os produtos vencidos desde 2019 e já incinerados ou que estão encaminhados ao descarte custaram ao menos R$ 2,2 bilhões.

Os testes da Covid estão dentro de outro conjunto de dados, sobre produtos vencidos e que estão no estoque da Saúde. Nesse grupo há ainda roupas de proteção para profissionais de Saúde avaliadas em R$ 136 milhões.

Leia mais:
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Com informações da Gazeta da Amazônia*

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