quarta-feira, janeiro 7, 2026
More
    HomePoderBrasilSaiba o que pensa Ministro da Saúde sobre o Coronavírus

    Saiba o que pensa Ministro da Saúde sobre o Coronavírus

    Publicado em

    Antes de assumir o Ministério da Saúde, o oncologista e empresário do setor Nelson Luiz Sperle Teich já vinha se posicionando sobre a pandemia que atingiu o mundo. Em seu perfil no Linkedin, o médico postou três artigos nas últimas semanas que deixam claro a sua visão sobre diversos pontos acerca do coronavírus e a crise global provocada pela doença.

    1. Isolamento social

    Em artigo publicado no dia 24 de março intitulado “Covid-19: Histeria ou Sabedoria”, Nelson Teich afirma que a mudança de comportamento de Boris Johnson no Reino Unido e de Donald Trump nos Estados Unidos em relação as medidas de isolamento aconteceu “em função de uma projeção feita à partir da comparação da evolução da Gripe Suína com a Covid-19”. “Essa modelagem projetou 250 mil mortes no Reino Unido e 1 milhão de mortes nos Estados Unidos”, diz ele.

    No texto “Covid-19: Como conduzir o Sistema de Saúde e o Brasil”, publicado em 2 de abril, o médico  diz que o conceito “que hoje permeia a saúde, deveria ser personalizado”. Ele discorre: “Um modelo semelhante ao da Coreia do Sul. Essa estratégia demanda um conhecimento maior da extensão da doença na população e uma capacidade de rastrear pessoas infectadas e seus contatos. Estamos falando aqui do uso de testes em massa para Covid-19 e de estratégias de rastreamento e monitorização, algo que poderia ser rapidamente feito com o auxilio das operadoras de telefonia celular. Esse monitoramento provavelmente teria uma grande resistência da sociedade e demandaria definição e aceitação de regras claras de proteção de dados pessoais”.

    2. Teste em massa

    No artigo “Covid-19: Como conduzir o sistema de saúde e o Brasil”, Nelson aborda as ações para enfrentamento da crise causada pela Covid-19, “algo que em grande parte já faz parte da visão da população e dos gestores”, segundo ele. O médico cita a necessidade de “aumentar a capacidade do Sistema de Saúde para atender com qualidade a uma demanda aumentada de pacientes” e discorre sobre a necessidade de testar toda a população.

    “Testes em massa para a Covid-19 são necessários para o entendimento do comportamento da doença e para definir as melhores estratégias e ações. Se os dados preliminares estiverem corretos, 80% dos pacientes com a Covid-19 não apresentam sintomas ou são pouco sintomáticos. Nesse cenário, a concentração dos testes em pacientes internados e mais graves, não vai permitir entender a epidemiologia da doença, o que implica no não conhecimento da sua incidência, evolução, prevalência, transmissibilidade e letalidade”, explica Nelson.

    3. Telemedicina

    Teich defende o uso da telemedicina. Para ele, não é uma solução que basta por si própria, mas sim uma das ferramentas disponíveis no sistema de saúde. Acredita ainda que o principal é a forma como as pessoas usam as tecnologias. No artigo “Covid-19, Telemedicina e Eficiência do Sistema de Saúde”, o médico afirma que assumir que a modalidade apresenta riscos maiores do que encontros presenciais é “um posicionamento emocional ou corporativista”, sem embasamento técnico.

    Na visão do médico, cabe ao Conselhos de Medicina implementarem o mais rápido possível a telemedicina para ajudar no combate à Covid-19. “As discussões e ações precisam migrar da discussão se a telemedicina deve ou não ser implantada para aquelas que definam onde e como ela deve ser implantada”, escreveu Teich.

    De acordo com ele, discussões que limitam sua implementação também são um bloqueio para o surgimento de outras tecnologias e inovações capazes aumentar a eficiência do sistema. Teich compara inclusive a telemedicina com o home office, alternativa para muitos trabalhadores durante a pandemia.

    “Pesquisas que avaliem o papel do Home Office no aumento da produtividade, deixando de abordar o Home Office apenas como uma alternativa a uma opção clássica e teoricamente melhor que é o trabalho presencial, pode levar a grandes mudanças de hábito e cultura, com ganhos de produtividade e qualidade de vida no futuro.”, conclui.

    4. Papel do gestor

    Em um dos textos, Teich afirmou que a luta contra o coronavírus demanda uma gestão centralizada e estruturada, discutindo o sistema público em todas as esferas, incluindo o alinhamento dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O médico também elogiou a condução do ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta, que considerou “brilhante”.

    “Impossível falar sobre o problema da Covid-19 no Brasil e não comentar a atuação brilhante do Ministro Luiz Henrique Mandetta. Excepcional condução, tranquilidade, equilíbrio, eficiência e enorme capacidade de comunicar de forma clara com a sociedade. Gerir e fazer acontecer em períodos de crise é um desafio enorme. Estamos vivendo um tempo de guerra e tempos de guerra, apesar de todas as dificuldades e perdas, são períodos onde grandes inovações acontecem, inclusive na saúde”, afirmou.

    5. Condução do Sistema de Saúde

    Em um dos artigos publicados, Teich enumerou ações que considera importante para o enfrentamento da pandemia de coronavírus no Brasil. Entre elas, medidas para que o Sistema de Saúde consiga atender todos os que necessitam de cuidado, incluindo aqueles aqueles com outras doenças e problemas que “não podem ter o seu cuidado postergado”.

    Além disso, o médico citou o início de uma estratégia para estruturar a retomada das atividades normais do cotidiano e da economia e elogiou a condução da crise até o momento.

    “Felizmente, apesar de todos os problemas, a condução até o momento foi perfeita. Pacientes e Sociedade foram priorizados e medidas voltadas para o controle da doença foram tomadas. Essa escolha levou a riscos econômicos e sociais, que foram tratados com medidas desenhadas para resolver possíveis desdobramentos negativos das ações na saúde”, declarou.

    Leia mais:
    Ministro Mandetta anuncia em rede social que foi demitido
    Isolamento social mínimo para conter o coronavírus é de 40%, diz estudo
    Governador diz que salvar vidas é urgente e mantém instalação de hospital

    Com informações da Revista Epoca*

    Últimos Artigos

    Lei sancionada proíbe descontos em benefícios do INSS

    Lei que proíbe descontos em benefícios do INSS foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio...

    Nestlé inicia recall preventivo de fórmulas infantis no Brasil; veja como identificar os lotes

    Recall de fórmulas infantis da Nestlé foi iniciado no Brasil após a identificação de...

    Desconto do IPVA pela Lei do Bom Condutor poderá ser solicitado a partir de 12 de janeiro no AM

    Desconto do IPVA pela Lei do Bom Condutor poderá ser solicitado pelos contribuintes do...

    Janeiro Branco: Governo do Amazonas reforça ações de conscientização sobre saúde mental

    Janeiro Branco é o foco de uma série de ações realizadas pelo Governo do...

    Mais artigos como este

    Lei sancionada proíbe descontos em benefícios do INSS

    Lei que proíbe descontos em benefícios do INSS foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio...

    Nestlé inicia recall preventivo de fórmulas infantis no Brasil; veja como identificar os lotes

    Recall de fórmulas infantis da Nestlé foi iniciado no Brasil após a identificação de...

    Desconto do IPVA pela Lei do Bom Condutor poderá ser solicitado a partir de 12 de janeiro no AM

    Desconto do IPVA pela Lei do Bom Condutor poderá ser solicitado pelos contribuintes do...