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    Chocolateiros da Amazônia: Biofábrica e novo modo de vida

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    A comunidade de Surucuá, no oeste do Pará, abraça uma iniciativa inovadora: o Laboratório Criativo da Amazônia, uma fábrica itinerante de chocolate, marcando o pioneirismo na promoção da bioeconomia na região.

    Além de coletar produtos florestais, as biofábricas capacitam comunidades tradicionais para processar, embalar e comercializar produtos processados.

    Biofábrica itinerante de chocolate instalada em Surucuá (PA)
    Imagem: Sarah Brown/Mongabay

    Embora no início, o projeto destaca o potencial da bioeconomia na Amazônia, estimando um impacto econômico de pelo menos US$ 8 bilhões anuais, segundo especialistas.

    A primeira biofábrica, montada em Surucuá, demonstra a integração da automação industrial e inteligência artificial no processamento do chocolate, proporcionando às comunidades locais uma oportunidade de gerar receitas significativas.

    Capacitação

    Mestra-chocolateira Jhanne Franco, de Rondônia, lidera o treinamento em Surucuá, promovendo a fabricação de chocolate do grão à barra. A iniciativa, liderada pelo Instituto Amazônia 4.0, busca criar uma bioeconomia descentralizada, evitando a exploração predatória.

    Moradora da comunidade de Surucuá pratica técnicas de fabricação de chocolate na biofábrica Imagem: Francisco Maia/Instituto Amazônia 4.0/Divulgação

    Ao agregar valor a matérias-primas como cacau e cupuaçu, a biofábrica pretende aumentar a renda local, incentivando a permanência das comunidades e fortalecendo a proteção ambiental.

    Tecnologia na Floresta

    A biofábrica em Surucuá, montada em setembro de 2023, utiliza energia solar e incorpora automação e inteligência artificial no processo de produção de chocolate.

    Os alunos aprendem a fabricar chocolates com ingredientes locais, personalizando receitas e explorando novas oportunidades de negócios.

    A iniciativa tem o potencial de transformar não apenas a economia, mas também o modo de vida nas comunidades amazônicas, oferecendo alternativas sustentáveis além das práticas tradicionais como a pecuária e a extração de madeira.

    Futuro

    Embora no início, o projeto é um exemplo promissor de como a inovação e a preservação ambiental podem se unir para criar um futuro sustentável na Amazônia. O Instituto Amazônia 4.0 planeja expandir a iniciativa, impactando positivamente outras comunidades na região, promovendo uma transformação econômica significativa.

    Com informações do Amazônia 4.0*

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