A cafeicultura no Amazonas vem registrando um crescimento expressivo impulsionado pela introdução da variedade híbrida Robustas Amazônico. Entre 2021 e 2025, a produção de café no estado aumentou mais de 340%, alcançando 2,8 mil toneladas, enquanto a área plantada passou de 517,81 hectares para 2.312,2 hectares.
Difundida pelo Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas, a nova variedade tem sido adotada por agricultores familiares e produtores rurais, consolidando-se como alternativa estratégica para o desenvolvimento sustentável no interior do estado.
Tecnologia adaptada ao clima amazônico impulsiona a produção
O Robustas Amazônico foi desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Rondônia e Amazônia Ocidental, em parceria com a Universidade Federal do Amazonas. A variedade foi criada especificamente para atender às condições climáticas e ambientais da região amazônica.
No Amazonas, o cultivo experimental teve início em 2017 nos municípios de Silves, Itacoatiara, Manaus e Humaitá. Os primeiros resultados começaram a aparecer em 2021, marcando o início da expansão da cultura cafeeira no estado.
Desde então, a difusão da tecnologia tem ocorrido por meio da distribuição de mudas, capacitação técnica e assistência contínua aos produtores, fortalecendo a cadeia produtiva do café.
Expansão da cafeicultura no Amazonas envolve assistência técnica e capacitação
Segundo o Idam, o café integra os Projetos Prioritários (PP) da instituição, sendo considerado uma cultura com grande potencial para impulsionar o desenvolvimento rural sustentável.
Atualmente, sete municípios são contemplados com acompanhamento intensivo de técnicos. As ações incluem implantação de Unidades Demonstrativas (UDs), cursos de capacitação, além de atividades como Dias de Campo, voltadas à transferência de conhecimento e boas práticas agrícolas.
Entre as localidades atendidas estão Presidente Figueiredo, São Sebastião do Uatumã e Rio Preto da Eva, além de áreas como Vila Extrema, distrito de Lábrea, e Lindóia, em Itacoatiara, onde também foram implantados viveiros de mudas.
Para 2025, está prevista a implantação de uma nova Unidade Demonstrativa em Rio Preto da Eva, ampliando o alcance das ações de assistência técnica e extensão rural.
Municípios lideram produção e consolidam crescimento do setor
Os números evidenciam a rápida evolução da cafeicultura no estado. Em 2021, o Amazonas contabilizava 555,95 toneladas de produção e cerca de 600 cafeicultores. Em 2025, esses números saltaram para 2.815,01 toneladas e 1.411 produtores envolvidos na atividade.
O município de Apuí lidera a produção estadual, com 1.011,2 toneladas, 1.006 hectares de área plantada e aproximadamente 700 cafeicultores. Em seguida aparecem Humaitá, com 720 toneladas, e Rio Preto da Eva, com 228 toneladas.
Outras localidades também se destacam no desenvolvimento da atividade, como Envira, Guajará, Presidente Figueiredo, Silves e São Sebastião do Uatumã. Junto com Apuí, Humaitá e Rio Preto da Eva, esses municípios compõem o grupo inserido nos Projetos Prioritários do café no estado.
Café se consolida como alternativa sustentável no interior do Amazonas
O avanço da cafeicultura no Amazonas demonstra o potencial da atividade como vetor de desenvolvimento econômico aliado à sustentabilidade. A adaptação da variedade Robustas Amazônico às condições locais tem permitido ganhos de produtividade e expansão da área cultivada, especialmente entre agricultores familiares.
Com apoio técnico, pesquisa científica e políticas públicas direcionadas, o setor cafeeiro tende a continuar em crescimento, contribuindo para a diversificação da produção rural e geração de renda no estado.


