Aquilo que mais o Amazonas temia aconteceu.
O ato, porém, ignora apelo feito pelas classes política e empresarial do Amazonas que tentavam excluir a redução do IPI dos produtos fabricados na Zona Franca de Manaus (ZFM).
Diferente de outras regiões, o IPI elevado, ou no patamar que estava no Amazonas, significa manter a competitividade do modelo e ao mesmo tempo investimentos, emprego e renda no Estado.
A medida também vai acarretar impactos negativos na arrecadação do Amazonas e dos 62 municípios amazonenses.
Esse impacto será imediato, porque o decreto já está em vigor.
Sonho realizado
O decreto pondo fim à ZFM, era um antigo intento do ministro da Economia, Paulo Guedes.
Hoje, o presidente Jair Bolsonaro satisfez a vontade do seu auxiliar, tratado por ele como o posto Ipiranga.
Mentira
Mas o desfecho dessa história teve mentira como pano de fundo.
A primeira foi expressa pelo ministro Paulo Guedes.
Foi no último dia 11, quando, em reunião com os quinze maiores setores industriais do país, ele prometeu manter as vantagens comparativas do modelo.
Quem também mentiu aos amazonenses foi a secretária especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Daniella Marque Consentino.
Daniella, conhecida nos bastidores como Guedes de Saia, presidiu ontem, em Manaus, sua primeira reunião no Conselho de Administração da Suframa (CAS).
Ao colegiado e ao público presente, ela prometeu ser porta-voz na discussão do IPI e se comprometeu a defender a ZFM.
O dia seguinte, porém, mostrou que ela não honraria sua palavra.
Alerta
Na tarde desta sexta-feira, dia 25, o deputado federal Marcelo Ramos (PSD) alertou que a ZFM seria bombardeada pelo presidente Bolsonaro.
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