O acordo entre UE e Mercosul avançou para sua etapa final nesta sexta-feira (16), após reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Rio de Janeiro. O encontro antecede a assinatura oficial do pacto, marcada para sábado (17), em Assunção, no Paraguai.
Resultado de mais de 20 anos de negociações, o acordo estabelece uma ampla parceria comercial entre os dois blocos e cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo. Juntos, União Europeia e Mercosul somam cerca de 720 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 22 trilhões.
Acordo entre UE e Mercosul é considerado marco diplomático
Durante declaração à imprensa, Lula destacou a relevância histórica da iniciativa e o papel do multilateralismo no fortalecimento das relações internacionais. Segundo o presidente, o pacto simboliza um compromisso com o diálogo global e com a cooperação econômica entre países de diferentes continentes.
“A União Europeia e o Mercosul farão história ao criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo”, afirmou Lula, ao ressaltar o impacto estratégico do acordo para o comércio internacional e para o desenvolvimento econômico dos países envolvidos.
Ursula von der Leyen elogia papel do Brasil nas negociações
A presidente da Comissão Europeia classificou o acordo como “a conquista de uma geração inteira” e elogiou a atuação diplomática brasileira ao longo das tratativas. Ursula von der Leyen destacou a liderança política de Lula e seu envolvimento direto na reta final das negociações.
Segundo a dirigente europeia, a nova parceria representa mais do que um avanço econômico. Para ela, o acordo inaugura um espaço de “prosperidade verdadeira”, no qual o comércio internacional também promove cooperação, diálogo e aproximação entre os povos da Europa e da América do Sul.
Lula não participa da assinatura oficial em Assunção
Apesar do protagonismo brasileiro nas negociações finais, o presidente Lula não participará da cerimônia de assinatura do acordo, que ocorrerá no sábado (17), no Paraguai. A ausência do chefe do Executivo brasileiro chama atenção, mas não altera o peso político do aval dado pelo Brasil à formalização do pacto.
O encontro no Rio de Janeiro funcionou como um gesto simbólico de apoio e reafirmação do compromisso estratégico do Brasil com o acordo entre UE e Mercosul, considerado um dos mais relevantes da diplomacia comercial contemporânea.


