O fomento ao setor produtivo da região Norte ganhou um novo fôlego nesta segunda-feira (30/3). Sob a liderança do vice-presidente Geraldo Alckmin, o Conselho de Administração da Suframa aprovou 83 propostas industriais que somam R$ 1,17 bilhão em investimentos diretos. A expectativa é que esses projetos consolidem a Zona Franca de Manaus como um polo de inovação, com potencial para gerar um faturamento de R$ 7,29 bilhões e criar 2.880 novos postos de trabalho para a população local.
Durante o encontro, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços ressaltou que a competitividade do modelo depende da integração com a alta tecnologia. Alckmin vinculou o sucesso das aprovações aos eixos da Nova Indústria Brasil (NIB), que prioriza a agregação de valor e a modernização do parque fabril brasileiro como motores de crescimento econômico.
Impacto na geração de emprego e diversificação fabril
A distribuição dos recursos aprovados pelo conselho reflete tanto a chegada de novas empresas quanto a expansão de marcas já estabelecidas. Entre os projetos validados, 38 são de implantação imediata, o que representa um aporte de R$ 726,57 milhões. Essa frente de expansão é a principal responsável pela abertura de vagas, com previsão de 1.931 novas oportunidades de emprego.
Por outro lado, 45 projetos focam na diversificação e ampliação de linhas produtivas. Essa estratégia de fortalecimento interno receberá R$ 449,56 milhões, garantindo a manutenção da competitividade e a criação de outros 949 empregos. O movimento demonstra a confiança do setor privado na estabilidade e no potencial de retorno dos investimentos realizados no Amazonas.
Sustentabilidade e redução do Custo Brasil na Zona Franca de Manaus
A reunião também serviu de palco para o anúncio de medidas que visam desonerar a produção e incentivar práticas sustentáveis. Alckmin destacou a liberação de R$ 25 bilhões em recursos do BNDES, voltados para a digitalização industrial e a adoção de tecnologias de baixo carbono. O foco em uma “indústria verde” é complementado pelo recorde de R$ 3,7 bilhões em financiamentos via Fundo da Amazônia, impulsionando a bioeconomia regional.
Para aumentar a eficiência do setor, o governo aposta na simplificação burocrática por meio do Portal Único. A meta é reduzir os gargalos logísticos e administrativos, combatendo o Custo Brasil para permitir que os produtos fabricados na Zona Franca de Manaus compitam em pé de igualdade com o mercado externo. Com a abertura de novos tratados comerciais com Singapura e a União Europeia, o polo industrial amazonense projeta uma inserção internacional ainda mais robusta nos próximos anos.


