Restauração da Amazônia está no centro de uma nova iniciativa ambiental que mobilizou o mercado. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Petrobras receberam 16 propostas para participar do edital do ProFloresta+, programa voltado à recuperação florestal com espécies nativas no bioma amazônico.
As inscrições foram encerradas no último dia 9 e, segundo nota divulgada pelo BNDES nesta sexta-feira (16), o número de projetos inscritos foi superior à expectativa inicial de contratação, demonstrando, de acordo com a instituição, o crescente interesse por iniciativas de restauração florestal associadas à geração de créditos de carbono de alta integridade.
Edital foi lançado durante a COP30
O edital do ProFloresta+ foi lançado em novembro de 2025, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30). A proposta prevê a compra, pela Petrobras, de créditos de carbono provenientes de projetos de restauração ecológica com espécies nativas, seguindo padrões rigorosos de integridade ambiental.
Os contratos serão de longo prazo e voltados especificamente ao bioma amazônico, com critérios técnicos e socioambientais definidos no edital.
Investimentos podem superar R$ 1,5 bilhão
De acordo com o BNDES, a iniciativa tem potencial para promover a restauração de até 50 mil hectares na Amazônia, além de gerar cerca de 15 milhões de créditos de carbono. Esse volume equivale às emissões anuais aproximadas de 8,9 milhões de automóveis.
No conjunto, o ProFloresta+ poderá mobilizar mais de R$ 1,5 bilhão em investimentos destinados ao reflorestamento da região amazônica nos próximos anos.
Primeiro edital prevê contratação de 5 milhões de créditos
O objetivo específico do primeiro edital é a aquisição de 5 milhões de créditos de carbono, distribuídos em cinco contratos, cada um correspondente a 1 milhão de Unidades de Carbono Verificadas (VCUs).
As propostas agora avançam para a fase de avaliação de efetividade técnica, que considera critérios como integridade ambiental, salvaguardas socioambientais e viabilidade do projeto.
Petrobras definirá propostas com menor custo
Caberá à Petrobras selecionar o conjunto de projetos que represente o menor desembolso financeiro para o total de créditos de carbono que se pretende contratar, conforme previsto no edital.
O resultado final, com a indicação dos projetos vencedores, volumes contratados e valores a serem pagos pelos créditos, será divulgado após a conclusão do processo licitatório, prevista para o primeiro semestre de 2026.


