domingo, junho 23, 2024
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    PF deflagra operação contra contrabando e lavagem de dinheiro em tabacarias

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    Na manhã desta terça-feira (28), policiais federais cumpriram 27 mandados de busca e apreensão em Manaus, como parte da Operação Vapor Digital. A PF investiga um esquema de contrabando de cigarros eletrônicos. A ação, que conta com a participação da Receita Federal e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), também apura crimes de falsidade documental, uso de documento falso, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e organização criminosa.

    A operação mobilizou 110 policiais federais e 60 servidores da Receita Federal, além de 47 viaturas, que atuaram em locais estratégicos identificados durante as investigações. Além dos mandados de busca e apreensão, a justiça determinou a suspensão das atividades econômicas dos estabelecimentos envolvidos na venda do material ilícito e a suspensão de perfis em redes sociais relacionados aos suspeitos.

    Operação Vapor Digital

    Policiais da Operação Vapor Digital em um dos estabelecimentos alvo.
    Policiais da Operação Vapor Digital em um dos estabelecimentos alvo. FOTO: Divulgação/PF

    A investigação teve início em fevereiro de 2024, após três apreensões de cigarros eletrônicos realizadas pela Receita Federal nos Correios e em empresas de transporte aéreo. Essas apreensões resultaram na captura de mais de 7.500 unidades do produto, que estavam destinados a pessoas físicas, jurídicas e distribuidoras em Manaus.

    Durante as investigações, a Polícia Federal e a Receita Federal identificaram 11 suspeitos e 16 estabelecimentos comerciais, principalmente tabacarias, envolvidos na venda dos cigarros eletrônicos ilegais. A Anvisa já havia proibido a importação, divulgação e venda desses produtos, conforme a RDC nº 855/2024.

    Contrabando, documentos falsos e lavagem de dinheiro

    A operação também revelou a utilização de documentos falsos, como notas fiscais adulteradas, para disfarçar a verdadeira natureza dos produtos importados. Em um dos casos, uma distribuidora tentou introduzir os cigarros eletrônicos na cidade utilizando uma nota fiscal de capas de telefones celulares. Além disso, foi identificado que alguns proprietários de estabelecimentos movimentaram grandes quantias de dinheiro em espécie em um curto período.

    Os suspeitos também são investigados pela venda de outros produtos fumígenos ilegais, como cigarros importados e fumo para narguilé sem a devida autorização da Anvisa. As medidas de busca e apreensão visam retirar esses produtos ilícitos de circulação e obter provas para aprofundar a investigação.

    Durante as buscas, foram apreendidos armas de fogo, munições, drogas, cigarros eletrônicos e uma grande quantia em dinheiro.

     

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