quarta-feira, junho 12, 2024
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    Pazuello diz que não foi avisado sobre falta de oxigênio em Manaus

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    O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta quinta-feira (11) no Senado que gestores locais e relatório da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), de 8 de janeiro, não indicaram falta de oxigênio, mas de “rede” de oxigênio em Manaus no começo deste ano.

    Na ocasião, o sistema de saúde de Manaus colapsou, e doentes de Covid-19 morreram por falta de oxigênio.

    Pazuello deu as declarações durante sessão no Senado. Ele foi convidado a prestar esclarecimentos sobre vacinação e medidas adotadas contra a Covid-19.

    Cobrado por explicações sobre a situação no Amazonas, Pazuello disse que, em nenhum momento, no documento do dia 8 de janeiro, falou-se em “falta de oxigênio”. E fez o seguinte comentário sobre o que é apontado no relatório:

    “Rede de gases são os tubos de gases e não o oxigênio que vai dentro. Pressurização entre o município e o estado é regulação entre um e outro”, disse.

    O relatório da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) citado pelo ministro traz as seguintes informações: “Foi relatado um colapso dos hospitais e falta da rede de oxigênio. Existe um problema na rede de gás do município que prejudica a pressurização de oxigênio nos hospitais estaduais”.

    Também sobre Manaus, o mesmo documento aponta “dificuldade crítica nos respiradores (oxigênio) dos Hospitais da Rede de atendimento Covid-19”.

    O senador Eduardo Braga (MDB-AM) criticou a explicação de Pazuello, que, segundo o parlamentar, não é verdadeira.

    “Desculpe-me, esse relatório que falou de rede pressurizada entre município e estado com relação a oxigênio — essa rede não existe, ministro, essa rede não existe. Portanto, não é possível dizer que a falta de oxigênio no Amazonas foi em função de falta de pressão entre redes inexistentes. Isso não é verdade”, protestou Braga.

    O senador disse também que, no combate à crise em Manaus, “não foi feito tudo que poderia ser feito”.

    “Eu estive com vossa excelência no seu gabinete, em dezembro. E lá, no início de dezembro, eu já dizia a vossa excelência que nós iríamos enfrentar uma onda no Amazonas muito grave. Sugeri, inclusive, que assumisse uma unidade hospitalar no Amazonas diante da comprovação da ineficiência do governo do meu estado quando da primeira onda, que, lamentavelmente, mesmo com recursos, não conseguiu evitar mortes. Eu fui a vossa excelência e disse: ‘É grave’”, relatou o senador do Amazonas.

    O ministro da Saúde disse que no dia 7 de janeiro, um dia antes do relatório da Força Nacional do SUS, recebeu um telefonema do secretário estadual de Saúde, em que este pedia ajuda no transporte de cilindros de oxigênio de Belém (PA) para Manaus (AM).

    “Transportamos, então, no dia 8, 150 cilindros para Manaus, que começou na tratativa do dia 7 à noite. Até então, senhores, nenhuma ideia sobre colapso de oxigênio, nem para o Estado nem para o ministério”, disse Pazuello.

    Segundo o ministro, o secretário de Saúde ligou diretamente no seu telefone particular. Mas Pazuello disse que, até aquele momento, não havia “nenhuma ideia sobre colapso de oxigênio”.

    Leia mais:
    ‘Fura-filas’ fazem Dória suspender envio de 50 mil doses ao AM
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    TCU exige que Manaus diga se houve pressão para usar cloroquina

    Informações.

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