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    Amazonas fatura com balança comercial e exporta mais desde 2014

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    O volume de exportações no Amazonas registrou aumento, com outubro sendo o mês com o maior volume do ano e o maior já registrado desde junho de 2014. O resultado ganha mais destaque considerando os impactos do coronavírus (covid-19) na economia.

    É o que apontam os dados da balança comercial divulgada hoje (14) pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti).

    Conforme o secretário Jório Veiga Filho, o resultado é um movimento claro de reação das empresas. Além disso, trata-se de um sinal de retomada da economia.

    “É com muita satisfação que vemos o crescimento das exportações no Amazonas, já representando de janeiro a outubro de 2020, um aumento de US$ 70 milhões. É praticamente um mês de exportações, na média com relação a 2019″.

    Além disso, ele aponta que os US$ 84 milhões alcançados em outubro são o maior valor já exportado em um mês desde junho de 2014.

    Crescimento

    O volume de exportações alcançou o total de US$ 85,33 milhões. Em setembro, esse número foi de US$ 67,97 milhões. Dessa forma, as exportações apresentaram crescimento em comparação tanto com setembro de 2020 (25,72%) quanto em comparação a outubro de 2019 (37,94%). Esse impulso se deve ao crescimento de produtos do tipo “ouro e outras turbinas a gás”, segundo a balança comercial.

    De outro lado, as importações apresentaram diminuição nos dois períodos analisados. Portanto, o valor total foi de US$ 845,06 milhões, com um saldo negativo de US$ 759,73 milhões.

    A corrente de comércio (a soma das exportações com as importações) apresentou queda de 6,98%. Esse percentual é em relação a outubro de 2019 e diminuição de 5,93% em relação a setembro de 2020. Esta, portanto, é influenciada pela queda das importações no período. Esse montante foi da ordem de US$ 930,39 milhões.

    Principais produtos exportados

    Apresentando uma variação 662,43% em relação a outubro de 2019 e de 27,57% em relação a setembro de 2020, o ouro foi um dos principais produtos exportados pelo Amazonas para a Alemanha (69,48%). A exportação do ouro em forma manufaturada já havia crescido mais de 300,00%. Sobretudo, cresceu na comparação com agosto de 2020 e setembro de 2019.

    Os principais produtos exportados identificados na balança comercial foram: ouro manufaturado (US$ 15,33 milhões). O minério teve participação de 17,96% e variação de 27,57%, em relação ao mês de setembro de 2019, e de 662,43%, em relação a outubro de 2019; e “outras preparações alimentícias”, itens que aparecem registrando um total de US$ 10,14 milhões, com participação de 11,88%, e com variação de 10,65% em relação ao mês anterior, e de -36,66% em relação a outubro de 2019.

    A Colômbia aparece como principal país de destino desses produtos. Dessa forma, o país acabou registrando participação de 32,20%.

    Além da Alemanha, o Amazonas também exportou para 59 países e importou de 73. Também no mês de outubro, a Venezuela se destacou como principal destino das exportações amazonenses (27,31%), registrando o volume de US$ 23,31 milhões. Os principais produtos exportados foram classificados como açúcares de cana, equivalente a 16,26% das exportações para aquele país sul-americano.

    Pelo menos dez dos 62 municípios do Amazonas também exportaram em outubro de 2020. São eles: Itacoatiara, Presidente Figueiredo, Iranduba, Parintins, Tefé, Borba, Manacapuru, Maués, São Gabriel da Cachoeira e Manaus.

    Itacoatiara como destaque

    O destaque foi Itacoatiara como o maior exportador registrando o total de US$ 15,60 milhões, tendo a soja como principal produto exportado.

    A Holanda foi o país de destino, e a variação de exportação da soja em relação a setembro de 2020 foi de 39,25%. No entanto, a variação em comparação a outubro de 2019, foi de 14,99%.

    Enquanto isso, o município de Presidente Figueiredo registrou o volume de US$ 2,47 milhões em exportações. O ferro-liga foi o principal produto de exportação.

    A China foi o país de destino do material exportado. O item teve variação de -46,93% em relação ao mês de setembro de 2020, e de -48,35%, em relação a outubro de 2019.

    O município de Iranduba também exportou e registrou o total de US$ 0,28 milhões, tendo a madeira perfilada como principal produto exportado, e os Estados Unidos como país de destino do material. A variação do produto foi registrada em -58,32%, em relação ao mês anterior, e em -66,04%, em relação a outubro de 2019.

    Importações

    Já nas importações, a China segue como principal origem das compras realizadas no estado (45,45%), que totalizaram o volume de US$ 384,10 milhões. Dentre os produtos originários da China, destacam-se “partes oriundas de aparelhos transmissores”, que representam 26,32% das importações chinesas.

    Por dois meses consecutivos, o município de Silves, localizado na Região Metropolitana de Manaus, lidera nas importações. Este, portanto, é influenciado pelas atividades de exploração de gás natural desenvolvidas atualmente naquele município, com o total de US$ 4,24 milhões, tendo como principais produtos importados aparelhos e dispositivos térmicos.

    A Argentina foi o país de origem das importações, que tiveram variação de -28,25%, em relação ao mês anterior. Por outro lado, a variação foi de 100,00% em comparação a outubro de 2019.

    Os principais produtos importados são classificados como “outras partes destinadas aos aparelhos transmissores”, no total de US$ 122,45 milhões, com participação de 14,49% e variação de -8,89%, em relação ao mês de setembro de 2020, e de -4,48%, em relação a outubro de 2019. O principal país de origem dessas importações é a China (82,57%).

    Os destaques da importação para o Amazonas foram para oito dos 62 municípios. Portanto, são eles: Silves, Itacoatiara, Rio Preto da Eva, Coari, Manacapuru, Presidente Figueiredo, Nova Olinda do Norte e Manaus.

    O objetivo da balança é de acompanhar o desempenho mensal das relações comerciais do estado. A partir disso, busca-se, permitir o entendimento de sua evolução nas exportações e importações.

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