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    Espetáculo ‘I Love Parázinho’ leva cultura paraense ao Teatro Amazonas

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    A bagagem trazida pelos vizinhos paraenses ao Amazonas é vasta: é percebida no sotaque, passa pela culinária e deságua nas expressões artísticas abraçadas pelos amazonenses.

    Não a toa Manaus recebeu por muitas e muitas vezes shows com grande estrutura de um dos maiores fenômeno de massa da música paraense: O Calypso, um ritmo musical que veio representado pela banda homônima liderada por Joelma e seu ex-marido Chimbinha.

    A partir deles surgiu a inspiração para o espetáculo ‘I Love Parazinho’ que sobe no próximo dia 19 ao palco do Teatro Amazonas – um dos mais importantes espaços da cultura amazônida, caminhando em parceria de importância somente com o Theatro da Paz, localizado não por coincidência na capital paraense.

    A grandiosidade dessa conexão é narrada por Gandhi em suas memórias mais distantes.

    A música paraense, a Joelma, a banda e o ritmo do Calypso fez parte da minha infância. Sempre ouvia em casa e ela foi uma grande referência da diva pra mim, a Joelma foi minha diva pop, podemos dizer. Foi não… é! Continuo apaixonado pelo que ela faz.

    Gandhi conta que sempre quis trabalhar esse ritmo musical, com um apelo muito popular, o Calypso não é comum em espetáculos de danças, especialmente nos que envolvem música urbana e jazz, duas das principais técnicas abordadas pelo profissional.

    “Quando eu senti que ia pra esse lado aí meu coração se encheu de alegria, o processo foi muito fluido e natural. O ‘I Love Parázinho’ é meio que um musical com as músicas da Joelma então eu fui costurando a história em cima das músicas e aí foi fluindo”, conta Gandhi.

    I Love Parazinho – O Sonho de Veveta

    A história contada no espetáculo é sobre uma jovem chamada Veveta, interpretada pelo dançarino profissional José Victor Venâncio. A protagonista é nascida e criada no Ceará, outro aspecto que deixa clara a intenção de representatividade que a obra consegue transmitir ao juntar dois dos maiores grupos migratórios no Amazonas: Ceará e Pará.

    Veveta cresceu ouvindo as músicas de Joelma e, ao completar 18 anos, deixa sua cidade natal para correr atrás de um dos seus sonhos mais profundos que é conhecer a capital do Pará, Belém. Para isso, uma longa viagem de barco separa Veveta de seu destino.

    Chegando sozinha no porto de uma terra completamente desconhecida, a trilha sonora e a cenografia levam o público para conhecer as aventuras e os amigos que Veveta encontra nesse divertido e rebolativo caminho até seu sonho maior.

    Surpresas

    Questionado pela reportagem qual a principal supresa no desenvolver da obra, Gandhi é categórico ao afirmar:

     

    O que me surpreendeu foi o talento do José Victor, esse menino é talentosíssimo! É meu bailarino há anos, vi ele crescer na dança (…) chegou cru nas minhas mãos, lembro de ajudar e incentivar muito ele. Depois ele entrou no Balé Experimental e depois no CDA [Corpo de Dança do Amazonas] e isso me orgulhou muito: Ver o quão versátil ele é artísticamente porque fazer a Veveta que é a protagonista é muito particular. Ele é esse personagem, quem conhece ele no dia-a-dia sabe que ele é a Veveta então na construção do espetáculo em si me supreendeu em ver o quão grandioso e talentoso ele é.

    É a segunda vez que o espetáculo ‘I Love Parazinho’ será apresentado. Na primeira oportunidade, a apresentação aconteceu no Teatro La Salle e foi recebida com muita alegria por Gandhi.

    “Sempre tenho insegurança se o público vai se envolver na ideia e a resposta da nossa estreia foi incrível, todo mundo mergulhou na história, torceram pela veveta, pra que desse tudo certo. Um sentimento bem legal de conquista e agora acho que eu enquanto diretor já tabalho com mais calma em relação a isso”, conta.

    Sobre subir no palco do Teatro Amazonas com um espetáculo totalmente produzido pelo seu projeto independente, o GandhiCats Project, o artista acredita se tratar de um sonho.

    “É muito difícil atualmente uma companhia independente ter acesso ao Teatro Amazonas, há pouco tempo eu conseguia apresentar algum trabalho meu em alguns festivais, mostras de teatro, sempre sendo convidado e apenas apresentando um número e dessa vez ter um espetáculo inteiro meu lá está sendo de uma importância gigantesca tanto pra mim quanto pros bailarinos. Acho que vai ser um marco de independência e principalmente um marco neste lugar de produção de grandes espetáculos que é onde eu sempre sonhei em estar”, conta de maneira inspiradora Gandhi.

    Os ingressos para ouvir essa guitarrada suingar já estão disponíveis online e também na bilheteria do Teatro Amazonas. O evento acontece a partir das 20h no dia 19 de junho.

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