quarta-feira, abril 17, 2024
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    Multas ambientais em Barcelos superam R$ 1,5 milhões

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    Foram aplicadas mais de R$ 1,5 milhões em multas durante a “Operação Cichla”. A ação foi realizada pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e flagrou diversas irregularidades e crimes ambientais em Barcelos (distante 399 quilômetros de Manaus), um dos principais destinos turísticos do Amazonas.

    A operação, executada em parceria com o Batalhão Ambiental da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), foi realizada de 26 de março a 5 de abril, e contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Barcelos.

    Extração ilegal de madeira, captura de quelônios e pesca ilegal de tucunaré foram alguns dos crimes flagrados pelas equipes do Ipaam e do Batalhão Ambiental durante dez dias de fiscalização ao longo das Bacias dos rios Negro, Aracá e Demeni, segundo informou o gerente da Gerência de Fiscalização (Gefa) do órgão ambiental do estado, Hermógenes Rabelo.

    No porto de Barcelos, pelo menos 18 embarcações de pequeno, médio e grande porte foram alvos de fiscalização também. “Nesse local, atuamos para identificar ilícitos ambientais relacionados a pesca de espécies protegidas por lei, animais silvestres e madeira”, informou Hermógenes.

    Resultados

    Cerca de 300 quilos de pescado ilegal da espécie tucunaré foram apreendidos pela equipe do Ipaam na bacia do rio Negro, durante a operação. “Esse pescado estava sem a devida permissão/licença. E Barcelos é reconhecido internacional por ser um dos principais destinos de pesca esportiva e comercial dessa espécie”, disse o gerente de Gefa. O infrator que estava com esse pescado foi multado em R$ 16 mil.

    Quelônios

    Pelo menos 297 quelônios foram resgatados pelas equipes do Ipaam e Batalhão Ambiental. Foram identificados os responsáveis por esses animais e eles terão que pagar multa no valor de mais de R$ 1,4 milhões. Os quelônios estavam uma canoa do tipo ‘bajara’. Os animais foram soltos na bacia do rio Negro.

    Madeiras

    O valor das multas por extração ilegal de madeira foi de R$ 21,2 mil; os proprietários das madeiras foram identificados e vão responder por manter em depósito madeira de lei serra/beneficiada (pranchas, tábuas e outros) sem o Documento de Origem Florestal (DOF). Além disso, eles foram acusados de exploração florestal por meio de corte seletivo e o beneficiamento em pranchas, perna-mancas e tábuas sem a autorização do Órgão Ambiental.

    Notificações

    Ainda na ‘Operação Cichla’, o Ipaam notificou cinco estaleiros que atuavam sem Licença Ambiental.  Incluindo três pessoas notificadas por extrair madeira ilegal sem o Cadastro Ambiental Rural. A operação foi intitulada de ‘Cichla’ em referência ao nome científico do tucunaré que é Cichla ocellaris.

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